El Niño deve enfraquecer temporada de furacões no Atlântico em 2026, aponta NOAA
Influência do fenômeno climático deve elevar o cisalhamento dos ventos e dificultar a formação de grandes tempestades tropicais em 2026.

A NOAA prevê que o fenômeno El Niño reduzirá a frequência e a intensidade dos furacões no Atlântico Norte em 2026, mantendo a temporada abaixo da média histórica.
A agência meteorológica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou, nesta quinta-feira (21), uma projeção que aponta para uma redução na atividade de tempestades no Atlântico Norte durante o ano de 2026. A principal causa para essa calmaria relativa é o fortalecimento do El Niño no segundo semestre, fenômeno climático que altera o comportamento dos ventos em escala global e atua como uma barreira natural contra a organização de grandes sistemas de baixa pressão na região.
De acordo com os especialistas, as chances de a temporada ficar abaixo da média histórica chegam a 55%. A estimativa oficial prevê entre 8 e 14 tempestades identificadas com nome, das quais 3 a 6 poderiam evoluir para furacões. Dentro desse grupo, espera-se que apenas 1 a 3 atinjam categorias de grande intensidade, apresentando ventos superiores a 178 km/h. Esses números são inferiores à média habitual do oceano Atlântico, que costuma registrar cerca de 14 tempestades e sete furacões anualmente.
O mecanismo físico que explica essa contenção é o aumento do cisalhamento do vento. O El Niño favorece correntes de ar em diferentes altitudes que se movem em direções opostas ou velocidades distintas, o que desestabiliza a estrutura vertical das tempestades em formação e impede que elas ganhem força. Embora as águas do Atlântico continuem com temperaturas elevadas — fator que normalmente alimentaria os ciclones —, a NOAA acredita que a influência do Pacífico será o fator determinante para o cenário de 2026.
Apesar do prognóstico otimista, as autoridades meteorológicas mantêm o alerta para a necessidade de preparação costeira. Ken Graham, diretor do Serviço Meteorológico Nacional americano, ressaltou que uma temporada menos ativa não significa ausência de perigo, já que um único evento climático extremo é suficiente para causar danos severos. O período oficial de monitoramento das atividades ciclônicas na bacia do Atlântico Norte compreende os meses de junho a novembro.






