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Polícia fecha clube de tiro e apreende arsenal destinado ao tráfico no Sertão de Pernambuco

Operação Forja II apreende arsenal e mira rede composta por CACs e agentes públicos que abastecia facções criminosas.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 18:002 min
Polícia fecha clube de tiro e apreende arsenal destinado ao tráfico no Sertão de Pernambuco
Foto: Reprodução
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Polícia Civil desarticula esquema que usava clube de tiro em Serra Talhada para desviar armas e munições para o mercado ilegal. Operação Forja II resultou na apreensão de 66 armas e indiciamento de 15 suspeitos.

A Polícia Civil de Pernambuco realizou, nesta quarta-feira, a segunda etapa da Operação Forja II, voltada ao desmonte de uma rede de tráfico de armas que operava no Sertão pernambucano. A ofensiva resultou na interdição de um clube de tiro e de uma loja de armamentos em Serra Talhada, suspeitos de servir como fachada para o fornecimento de material bélico a grupos criminosos. Ao longo das investigações, as autoridades conseguiram apreender 66 armas de fogo e aproximadamente 4 mil munições.

O esquema envolvia o uso de "laranjas" para legalizar a compra de armamentos que, posteriormente, eram repassados ao mercado clandestino. Segundo o Grupo de Operações Especiais (GOE), a organização era composta por uma estrutura mista, incluindo empresários, CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) e servidores públicos. O grupo manipulava notas fiscais e registros oficiais para ocultar o destino real das armas, garantindo que o arsenal chegasse a criminosos sem levantar suspeitas imediatas dos órgãos de controle.

A investigação teve origem após a análise de um assassinato ocorrido na região, o que permitiu rastrear a origem ilícita dos dispositivos utilizados em delitos violentos. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, todo o estoque do estabelecimento investigado foi confiscado e as atividades econômicas das empresas envolvidas foram formalmente suspensas. O cruzamento de dados realizado pela Secretaria da Fazenda e pela Polícia Federal foi fundamental para identificar as irregularidades administrativas e fiscais que sustentavam a fraude.

Ao todo, 15 pessoas foram indiciadas por crimes que incluem lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e comércio ilegal de armas. O Ministério Público de Pernambuco já formalizou a denúncia contra os envolvidos. Esta fase da operação busca interromper o fluxo de suprimentos que abastece facções no estado, contando com o suporte estratégico do Exército Brasileiro e do Gaeco para monitorar o desvio de finalidade de registros que deveriam ser estritamente esportivos ou de proteção pessoal.

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