Estudante morre em acidente após gravar vídeo implorando para motorista parar carro em Goiás
Jovem de 21 anos gravou vídeo desesperada antes de capotamento; motorista foi preso sob suspeita de embriaguez e dolo eventual.

Vídeo mostra Kimberly Gisele implorando para motorista parar o veículo antes de capotamento fatal na BR-060. Condutor foi preso e investigação aponta embriaguez e ciúmes.
Uma tragédia na rodovia BR-060, em Alexânia, resultou na morte da estudante de direito Kimberly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado pela jovem pouco antes do capotamento, no qual ela aparece no banco de trás implorando para que o condutor, Ivan Rodrigues Cardoso, parasse o veículo. Nas imagens, a vítima demonstrava medo extremo e pedia para ser levada para casa, evidenciando que estava no automóvel contra a sua vontade.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o motorista teria ingerido bebidas alcoólicas antes de assumir a direção. Em depoimento, o suspeito afirmou que perdeu o controle do carro após se assustar com um vulto na pista. O incidente ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes em um estabelecimento comercial, onde o casal estava com amigos. Enquanto outros passageiros optaram por desembarcar ao perceberem o estado do condutor, Kimberly permaneceu no trajeto que seguia em direção a Brasília.
Ivan Rodrigues Cardoso foi detido preventivamente e pode responder por feminicídio com dolo eventual, modalidade em que o agente assume o risco de causar a morte mesmo sem o desejo direto de cometê-la. A delegada Silzane Bicalho relatou que Kimberly chegou a ser socorrida com vida pelas equipes de resgate, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dentro da ambulância a caminho de uma unidade de saúde em Anápolis.
A defesa do investigado se manifestou por meio de nota, classificando a tipificação de feminicídio como prematura e sustentando que o episódio deve ser tratado estritamente como um acidente de trânsito em fase de apuração. Os advogados ressaltaram que ainda não há provas técnicas da intenção do condutor e informaram que buscarão a liberdade do cliente por meio de um habeas corpus, prezando pela presunção de inocência durante o processo judicial.




