Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro de organização criminosa
Influenciadora é investigada por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do PCC e uma transportadora de fachada no interior de SP.

Investigação do Ministério Público aponta que Deolane Bezerra recebeu repasses milionários e teria vínculos com a cúpula do PCC por meio de esquema de lavagem de dinheiro em transportadora de fachada.
O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (21) uma operação que resultou na prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra. A investigação, que se estende por sete anos, aponta que a advogada estaria envolvida em um complexo esquema de lavagem de dinheiro coordenado pela cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo o líder máximo da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
As autoridades identificaram que Deolane teria recebido mais de R$ 1,7 milhão em contas pessoais e de suas empresas, sem que houvesse prestação de serviço jurídico ou justificativa econômica para tais valores. Parte dos recursos era movimentada por meio de depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, técnica utilizada para evadir o monitoramento bancário. O elo central entre a influenciadora e a facção seria Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, detida em Madri durante a ofensiva policial.
O esquema utilizava uma transportadora de fachada no interior paulista para processar capitais ilícitos e ocultar a origem do dinheiro. De acordo com o Ministério Público, a empresa servia como um braço financeiro para o grupo criminoso, distribuindo recursos para contas de terceiros e familiares da liderança. Diante das evidências de ocultação de patrimônio, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões nas contas de Deolane, além de expedir mandados de prisão contra outros operadores financeiros e parentes de Marcola.




