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Polícia investiga morte de agentes por colega de farda em Alagoas apesar de relação amigável

Investigadores buscam motivação para crime cometido por agente contra amigos de corporação no Sertão de Alagoas; suspeito alega lapso de memória.

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Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 11:002 min
Polícia investiga morte de agentes por colega de farda em Alagoas apesar de relação amigável
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Alagoas investiga a motivação do assassinato de dois agentes por um colega de farda em Delmiro Gouveia. O suspeito alega esquecimento, enquanto a corporação destaca que o trio mantinha uma amizade próxima e sem histórico de conflitos.

A Polícia Civil de Alagoas tenta desvendar as causas de uma tragédia que vitimou dois agentes de segurança dentro de uma viatura na cidade de Delmiro Gouveia. Segundo as investigações preliminares conduzidas pelo delegado-geral adjunto, Eduardo Mero, os policiais Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes foram baleados por um colega de farda, Gildate Goes, com quem mantinham uma relação de amizade de longa data. O crime ocorreu no Sertão do estado e choca a corporação pela ausência de atritos prévios entre os envolvidos.

De acordo com o comando da instituição, o histórico do trio era marcado por companheirismo, especialmente no caso de Denivaldo e Gildate, que dividiam a rotina de trabalho na delegacia regional há mais de dez anos. O terceiro agente, Yago Gomes, que entrou para a polícia no ano passado, também estava integrado ao grupo. Relatos oficiais indicam que, antes do ocorrido, os três haviam jantado juntos no município de Piranhas, sem qualquer sinal de desentendimento ou comportamento hostil durante a confraternização.

O suspeito, de 61 anos, foi detido em flagrante horas após o duplo homicídio. Em depoimento, ele afirmou ter sofrido um lapso de memória, alegando que não se recorda do momento dos disparos. De acordo com sua versão, ele teria cedido a condução do veículo para dormir no banco traseiro e só percebeu o que havia acontecido quando já caminhava sozinho pela cidade. Localizado na residência de sua companheira com falas desconexas, o agente foi encaminhado para Maceió, onde passará por avaliações psiquiátricas.

As vítimas foram atingidas por tiros na cabeça, e as equipes de resgate que chegaram ao local já encontraram ambos sem vida. Uma comissão especial de investigadores foi montada para apurar as circunstâncias e identificar o que teria engatilhado a ação violenta em um cenário onde não existiam registros de agressividade. Enquanto a defesa do acusado ainda não se manifestou, famílias e colegas de farda aguardam respostas sobre o crime que interrompeu a trajetória dos policiais.

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