Notícias

Raúl Castro entra na mira da Justiça dos EUA por papel em ataque aéreo contra exilados

Justiça americana indicia ex-líder cubano por mortes em 1996, atingindo o pilar central do regime em meio à crise na ilha.

Por
Redação 360 Notícia
21 de maio de 2026 às 10:002 min
Raúl Castro entra na mira da Justiça dos EUA por papel em ataque aéreo contra exilados
Foto: Reprodução
Compartilhar

Justiça dos EUA indicia Raúl Castro por assassinato e conspiração devido ao abatimento de aviões civis em 1996. Aos 94 anos, ex-líder cubano permanece como figura de poder máximo na ilha mesmo após aposentadoria oficial.

Aos 94 anos, Raúl Castro, figura central da Revolução Cubana, enfrenta um novo e grave capítulo jurídico com as recentes acusações formais apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. O ex-líder é apontado como responsável direto pela derrubada de dois aviões da organização de exilados "Hermanos al Rescate" em 1996, ataque que resultou na morte de quatro pessoas. O indiciamento detalha crimes de conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, baseando-se em registros que indicariam a ordem de Castro para o abate militar enquanto ele chefiava as Forças Armadas da ilha.

Embora tenha se afastado oficialmente da presidência em 2018 e da liderança do Partido Comunista em 2021, analistas políticos reforçam que o general mantém uma influência decisiva sobre os rumos de Cuba. Conhecido por seu perfil pragmático e reservado, Raúl foi o arquiteto de reformas econômicas tímidas, mas inéditas, e protagonizou, ao lado de Barack Obama, a histórica retomada de relações diplomáticas em 2014. Sua trajetória é marcada pela gestão rígida do aparato militar por quase meio século, consolidando-se como o braço direito e sucessor de seu irmão, Fidel Castro.

A ofensiva judicial americana ocorre em um momento de extrema fragilidade para o governo cubano, que lida com uma crise energética severa e inflação galopante. O cenário de pressão externa e escassez interna intensifica o impacto político do processo contra Raúl Castro. Enquanto a ilha enfrenta um êxodo populacional sem precedentes, o indiciamento do último grande símbolo vivo da geração revolucionária de 1959 lança ainda mais incertezas sobre o futuro da relação entre Washington e Havana.

#Raúl Castro#Cuba#Estados Unidos#Revolução Cubana#diplomacia internacional

Leia também