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Livros didáticos novos são descartados por falhas de distribuição no RS

Enquanto escolas gaúchas relatam falta de materiais básicos, excedentes novos e lacrados acabam em centros de reciclagem.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 05:002 min
Livros didáticos novos são descartados por falhas de distribuição no RS
Foto: Reprodução
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Falhas na logística do MEC causam acúmulo de livros em algumas escolas gaúchas enquanto outras sofrem com a falta de material. O excedente acaba sendo reciclado para virar papel de uso sanitário.

A gestão de materiais didáticos no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de contradições que resulta no descarte de recursos públicos. Enquanto diversas instituições de ensino sofrem com a carência de livros básicos para disciplinas do ensino médio, outras unidades recebem volumes excessivos de materiais não solicitados. Esse excedente, muitas vezes armazenado em corredores e ginásios por falta de espaço, acaba sendo destinado a depósitos de reciclagem, onde livros novos e lacrados são triturados para a produção de papel higiênico.

Em cidades como Capão da Canoa e Montenegro, o relato de funcionários e diretores expõe o colapso na distribuição. Há casos de escolas que, meses após o início das aulas, ainda aguardam obras de áreas essenciais como Química e Biologia, enquanto acumulam coleções indesejadas de outras matérias. Empresários do setor de reciclagem confirmam que a prática de vender esses lotes para fábricas de papel é recorrente e demonstra que as falhas de monitoramento persistem ao longo dos anos, apesar de denúncias anteriores sobre o mesmo tema.

O Ministério da Educação (MEC) defende que a logística de envio é baseada nos dados do Censo Escolar e nas escolhas feitas pelas próprias comunidades escolares. Segundo a pasta e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tecnologias de inteligência artificial e modelos estatísticos são empregados para tentar refinar essas projeções e evitar sobras. No entanto, o contraste entre a escassez nas salas de aula e o descarte em larga escala evidencia um abismo entre o planejamento federal e a realidade cotidiana das escolas gaúchas.

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