Lindbergh Farias é acusado de arquitetar falso crime contra o deputado Alfredo Gaspar
Parlamentar alagoano acusa petista de tramar falsa denúncia de estupro; defesa de Lindbergh Farias recorre ao STF para anular investigação.

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) acionou a Polícia Legislativa alegando que Lindbergh Farias (PT-RJ) tentou forjar denúncia de estupro contra ele; Lindbergh nega e aciona o STF para anular o caso.
O cenário político em Brasília foi abalado recentemente por uma grave acusação envolvendo dois parlamentares de campos opostos. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) formalizou uma denúncia contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), alegando que o parlamentar fluminense teria articulado uma conspiração para forjar uma acusação de estupro contra ele. O caso, que mistura disputas partidárias com investigações policiais, já chegou às instâncias superiores do Judiciário e levanta questionamentos sobre a conduta ética e os limites da disputa política no Congresso Nacional.
De acordo com os registros oficiais, a controvérsia teve início após o deputado Alfredo Gaspar ser procurado por um comerciante identificado como Luiz Antônio Lopes. Segundo o relato do parlamentar alagoano, Lopes teria revelado a existência de um suposto plano arquitetado por Lindbergh Farias para fabricar provas e depoimentos que ligassem Gaspar ao crime de violência sexual. Diante da gravidade das informações recebidas, Gaspar acionou a Polícia Legislativa Federal e registrou um boletim de ocorrência no dia 14 de abril, dando início aos procedimentos investigativos internos da Câmara dos Deputados.
A investigação avançou com o depoimento formal de Luiz Antônio Lopes à Polícia Legislativa no dia 23 de abril. Durante a oitiva, o comerciante forneceu detalhes sobre como o esquema teria sido proposto e executado. Segundo informações que vieram a público através de veículos de imprensa que tiveram acesso ao inquérito, houve menções a pagamentos e promessas de benefícios para que a denúncia falsa fosse levada adiante. Dada a prerrogativa de foro dos envolvidos, as informações coletadas e o relatório preliminar da Polícia Legislativa foram prontamente encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), que agora detém a competência para supervisionar o caso.
Em resposta às acusações, o deputado Lindbergh Farias negou veementemente qualquer envolvimento em práticas ilícitas ou na montagem de dossiês contra seu colega de parlamento. O parlamentar petista classificou a denúncia como uma manobra de perseguição política e agiu judicialmente nesta segunda-feira (10). A defesa de Lindbergh protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal solicitando a suspensão imediata e a anulação de toda a investigação conduzida pela Polícia Legislativa. Os advogados do deputado argumentam que o processo padece de nulidades e que a autoridade policial excedeu suas competências ao conduzir o inquérito de forma supostamente tendenciosa.
As implicações desse embate jurídico são profundas para o ambiente legislativo. O caso ocorre em um momento de alta polarização, onde as denúncias de "fake news" e de instrumentalização do aparato estatal para fins políticos são frequentes. A suspeita de forjamento de um crime tão grave quanto o estupro eleva o tom das hostilidades entre as bancadas do governo e da oposição. Especialistas apontam que, se comprovada a tentativa de fraude processual, Lindbergh Farias poderá enfrentar processos de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara. Por outro lado, se a investigação for considerada nula ou improcedente, Alfredo Gaspar poderá ser questionado sobre a veracidade das fontes que originaram a queixa.
Os próximos passos do processo dependem agora da decisão do ministro relator no STF. A Corte deverá decidir se mantém a validade do depoimento do comerciante e se autoriza a continuidade das diligências pela Polícia Federal, que normalmente assume casos remetidos pelo Judiciário envolvendo autoridades com foro privilegiado. Enquanto isso, o clima na Câmara dos Deputados permanece tenso, com aliados de ambos os lados aguardando o desenrolar das perícias técnicas e da análise de possíveis provas materiais que sustentem ou refutem a versão apresentada pelo comerciante Luiz Antônio Lopes.
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Autor: Editores
Publicado: 11 de agosto de 2026 às 08:00
Atualizado: 14 de agosto de 2026 às 10:40
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