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Ex-vereador é preso em Rondônia suspeito de encomendar triplo homicídio

Prisões ocorreram durante operação que investiga emboscada motivada por dívida financeira na zona rural do estado.

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Redação 360 Notícia
19 de maio de 2026 às 23:002 min
Ex-vereador é preso em Rondônia suspeito de encomendar triplo homicídio
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil prendeu o ex-vereador Kerling Brito e seu irmão, suspeitos de encomendar um triplo homicídio motivado por dívidas em Guajará-Mirim. O suposto executor do crime segue foragido.

A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, nesta terça-feira (19), a Operação “Nó Górdio”, resultando na detenção de Kerling Aparecido Moreira, ex-parlamentar municipal conhecido como Kerling Brito, e de seu irmão, Kerli Moreira. Ambos são apontados pelas autoridades como os supostos mandantes de uma emboscada que vitimou três pessoas em novembro de 2024, na região de Guajará-Mirim. O ex-vereador foi localizado em seu comércio particular e encaminhado para prisão preventiva.

As investigações indicam que o crime ocorreu na Estrada do Palheta, onde as vítimas — identificadas como Gabriele Melo Augusto Bramini, Wellington Rodrigues Gutierrez e Raimundo Nonato Rodrigues Cardoso — foram alvejadas enquanto se deslocavam em uma caminhonete branca. Dois dos ocupantes faleceram imediatamente, enquanto a jovem de 24 anos chegou a receber atendimento hospitalar, mas acabou sucumbindo aos ferimentos pouco tempo depois.

De acordo com os levantamentos policiais, a motivação para o atentado estaria ligada a uma pendência financeira expressiva. Raimundo Nonato teria valores elevados a receber dos suspeitos, o que teria motivado o planejamento do ataque. Estima-se que pelo menos seis indivíduos tenham se envolvido na coordenação da ação criminosa, incluindo um terceiro suspeito que já se encontrava sob custódia do sistema prisional.

A polícia segue agora em busca de Victor Moreira de Souza, identificado como o suposto executor dos disparos, que permanece foragido. Durante os meses que sucederam o triplo homicídio, a Polícia Civil reuniu depoimentos e provas materiais para sustentar as ordens de prisão. Até o momento, os representantes jurídicos dos irmãos Moreira não se pronunciaram oficialmente sobre as acusações apresentadas pela Operação.

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