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Empresa que gere programa de aprendizes no Tocantins é investigada pela polícia de SP

Entidade responsável pelo programa Jovem Trabalhador no Tocantins é suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 01:002 min
Empresa que gere programa de aprendizes no Tocantins é investigada pela polícia de SP
Foto: Reprodução
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Autoridades paulistas investigam a Renapsi, gestora do programa Jovem Trabalhador no Tocantins, por suspeita de lavagem de dinheiro. O esquema envolveria o desvio de verbas públicas para o crime organizado por meio de bancos digitais.

A Polícia Civil de São Paulo apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi), entidade que gere o programa Jovem Trabalhador no Tocantins. As investigações indicam que repasses financeiros da instituição podem ter sido desviados para uma organização criminosa de atuação nacional. O fundador da entidade, Adair de Freitas Meira, foi detido pelas autoridades em Goiânia sob a suspeita de movimentar ilicitamente cerca de R$ 30 milhões por meio de empresas parceiras e bancos digitais.

No Tocantins, a Renapsi possui um contrato com o governo estadual que supera os R$ 107 milhões, firmado em 2022. O acordo já enfrentou questionamentos de órgãos de controle devido a indícios de pagamentos a beneficiários inexistentes, mas o vínculo foi preservado para manter os salários de aproximadamente 1.500 jovens. De acordo com o inquérito, parte dos valores teria sido enviada para uma fintech que operava com endereços de fachada em Palmas, servindo como base para movimentações financeiras fora da fiscalização das autoridades competentes.

Em resposta, o Governo do Tocantins declarou que o programa estadual não é o foco das apurações e que os processos de contratação respeitam a legislação vigente e possuem supervisão do Ministério Público. A gestão ressaltou que não monitora as transações privadas das entidades contratadas. Por sua vez, a Polícia Civil paulista planeja notificar os órgãos públicos que mantém parcerias com a Renapsi com o objetivo de resguardar o erário e evitar novos repasses enquanto o caso é esclarecido judicialmente.

A defesa dos envolvidos nega qualquer participação em ilícitos. Os advogados de Adair Meira afirmam que não há evidências concretas que o liguem a facções criminosas e que ele está à disposição da Justiça. A Renapsi pontuou que o empresário não ocupa cargos na atual administração e que iniciou auditorias internas para garantir a transparência de suas atividades. Representantes de outros investigados reforçaram a tese de inocência e destacaram que o processo ainda se encontra em estágio preliminar.

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