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Eduardo Bolsonaro contesta suspeitas de repasses financeiros em investigação sobre filme

Ex-deputado afirma que regras migratórias dos EUA o impediriam de obter recursos de fundo investigado pela PF

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Redação 360 Notícia
15 de maio de 2026 às 03:002 min
Eduardo Bolsonaro contesta suspeitas de repasses financeiros em investigação sobre filme
Foto: Reprodução
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Eduardo Bolsonaro negou o recebimento de verbas de um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, alegando que restrições migratórias nos EUA impediriam a transação. A Polícia Federal investiga se o dinheiro do filme 'Dark Horse' financiou despesas pessoais do ex-deputado.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para refutar as suspeitas de que teria utilizado recursos de um fundo de investimento vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura se verbas destinadas à produção do documentário "Dark Horse", que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, teriam sido desviadas para custear a manutenção do ex-parlamentar em solo americano. Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde o início de 1475, argumentou que sua situação migratória impede o recebimento de tais valores e que qualquer irregularidade já teria sido sancionada pelas autoridades locais.

A investigação busca esclarecer o destino de aproximadamente R$ 61 milhões repassados por Vorcaro. Uma das frentes de trabalho da PF analisa se o montante foi efetivamente aplicado no projeto audiovisual ou se a obra serviu como fachada para transferências financeiras pessoais. Recentemente, diálogos obtidos mostram o senador Flávio Bolsonaro cobrando repasses do banqueiro, embora ele defenda que os valores foram geridos por um escritório de advocacia responsável pela administração legal e burocrática da produção cinematográfica.

Em sua defesa, Eduardo Bolsonaro esclareceu que apenas indicou o escritório de advocacia ao deputado Mário Frias, produtor executivo do filme, devido à confiança técnica no trabalho dos profissionais. Ele reforçou que, durante seu processo de visto, detalhou a origem de todos os seus bens às autoridades dos Estados Unidos, não havendo qualquer contestação. Por outro lado, órgãos de controle financeiro monitoram repasses que somam R$ 159 milhões envolvendo empresas ligadas ao caso, enquanto a defesa de Mário Frias nega publicamente o recebimento direto de verbas vindas de Vorcaro.

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