PF prende operador da contravenção suspeito de chefiar rede de espionagem e ameaças no RJ
Apontado como braço direito de Bernardo Bello, investigado integraria grupo especializado em coação física e monitoramento de desafetos.

A Polícia Federal prendeu Manoel Mendes, suspeito de liderar um grupo de intimidação a mando de empresários e com ligações históricas com o bicheiro Bernardo Bello. Rodrigues atuaria na linha de frente de perseguições e monitoramentos ilegais no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (14), no Rio de Janeiro, Manoel Mendes Rodrigues, apontado como uma peça-chave em uma organização criminosa voltada para a espionagem e coação de desafetos. Conhecido como "Manolo Dom", o investigado é descrito pelas autoridades como um articulador operacional do grupo "A Turma", que prestaria serviços de intimidação física e monitoramento ilegal para o empresário Daniel Vorcaro. A prisão ocorreu no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero.
As investigações revelam que Manoel possui um histórico de longa data na contravenção carioca, mantendo uma aliança de mais de dez anos com o bicheiro Bernardo Bello, atualmente foragido da Justiça. No radar policial desde 2012, quando começou a gerir pontos de apostas ilegais no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Mendes teria transitado entre o jogo do bicho e atividades empresariais de fachada, como uma corretora de imóveis no Centro do Rio, utilizada para encobrir suas movimentações.
A Polícia Federal detalha que Mendes exercia um papel de liderança territorial, sendo responsável por coordenar ações presenciais de pressão. Um dos episódios citados no inquérito envolve uma investida em Angra dos Reis, ocorrida em junho de 2024, onde um grupo liderado por ele teria ameaçado ex-funcionários de Vorcaro em uma marina e em um hotel. Durante as abordagens, o suspeito teria se identificado formalmente e ressaltado sua ligação com o jogo do bicho para intimidar as vítimas.
A decisão que determinou a prisão preventiva de Manoel Mendes partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado considerou que há evidências contundentes de que o grupo investigado se divide em frentes especializadas, sendo uma voltada para ataques cibernéticos e outra, integrada por Mendes, focada em coações físicas e vigilância. O suspeito foi encaminhado para o sistema prisional e aguarda audiência de custódia.






