Custo para completar álbum da Copa de 2026 aumenta no Brasil e no exterior
Com 48 seleções, coleção de 2026 é a maior da história; no Brasil, custo sem trocas pode superar R$ 7,3 mil.

O aumento para 48 seleções na Copa de 2026 elevou o custo do álbum de figurinhas. No Brasil, o gasto para completar a coleção pode ultrapassar R$ 7 mil, valor que chega a dobrar em países como Portugal e Reino Unido.
O aumento no número de seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 trouxe reflexos diretos para os colecionadores. Com 48 países na disputa, o tradicional álbum da Panini atingiu proporções inéditas, exigindo o preenchimento de cerca de 980 espaços. No Brasil, completar a coleção pode demandar um investimento superior a R$ 7,3 mil se o torcedor não realizar trocas de figurinhas repetidas, o que representa uma alta de aproximadamente 51% em relação ao Mundial anterior.
Para comportar a nova estrutura do torneio, que agora conta com 16 seleções a mais, a editora ajustou o formato dos pacotes. Cada envelope agora contém sete cromos por um valor de R$ 7. No cenário mais econômico — e improvável — de não obter nenhuma figurinha duplicada, o custo mínimo para finalizar o livro seria de R$ 1.004,90. No entanto, o valor final costuma oscilar dependendo da estratégia de aquisição e da participação em grupos de troca, prática que segue sendo essencial para reduzir os custos.
Na comparação internacional, o Brasil apresenta valores mais baixos do que países europeus, como Reino Unido e Portugal, onde completar o álbum pode ultrapassar os R$ 13 mil e R$ 15 mil, respectivamente. No México, o custo estimado é mais próximo ao brasileiro, variando entre R$ 1.050 e R$ 1.750. As variações de preço entre as nações dependem do câmbio local, do valor fixado para cada pacote e do cronograma de lançamento em cada mercado.
Um aspecto que sempre gera debate entre os torcedores é a lista de atletas escolhidos para as páginas. Como o álbum é produzido meses antes da convocação final, divergências são comuns. Na edição atual, a seção brasileira traz nomes que não figuraram na lista oficial do técnico, enquanto ausências de peso, como a de Neymar, chamaram a atenção. Mesmo com essas imprecisões históricas, colecionar os cromos permanece como uma tradição consolidada para o público que acompanha o maior evento do futebol mundial.






