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Cláudio Castro é alvo da PF por aportes suspeitos de R$ 3,7 bilhões no Rioprevidência

PF investiga elo entre ex-governador e aportes bilionários do fundo de pensão estadual no Banco Master; celulares foram apreendidos.

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Redação 360 Notícia
27 de maio de 2026 às 00:003 min
Cláudio Castro é alvo da PF por aportes suspeitos de R$ 3,7 bilhões no Rioprevidência
Foto: Reprodução
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A Polícia Federal realizou buscas na casa do ex-governador Cláudio Castro em desdobramento de investigação sobre o Rioprevidência. Suspeita-se de influência política para aportes de R$ 3,7 bilhões no Banco Master, envolvendo troca de favores e viagens de luxo.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tornou-se o centro de uma nova e grave controvérsia jurídica. Em uma ação coordenada pela Polícia Federal, agentes realizaram buscas e apreensões em sua residência, localizada na Barra da Tijuca, na manhã desta terça-feira (26). Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que o político é alvo de diligências federais, sinalizando um cerco jurídico crescente sobre sua gestão e relações pessoais com o setor privado. A investigação atual foca em supostas irregularidades envolvendo o Rioprevidência, o fundo responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores estaduais, que teria realizado aportes bilionários no Banco Master sob circunstâncias suspeitas de favorecimento político.

De acordo com os relatórios da Polícia Federal, o montante investido pela autarquia estadual no Banco Master chega à cifra de R$ 3,7 bilhões. O cerne da investigação reside na suspeita de que Cláudio Castro tenha exercido influência direta e politicamente relevante para facilitar essas transferências financeiras. As autoridades apontam que a cúpula do Rioprevidência foi estrategicamente alterada pouco antes da intensificação dos investimentos na instituição de Daniel Vorcaro, dono do banco. Os novos gestores, supostamente alinhados aos interesses do ex-governador, teriam ignorado pareceres técnicos e políticas internas de segurança para viabilizar o fluxo de capital público em direção aos fundos geridos pelo Master.

As evidências colhidas até o momento, autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostram um vínculo estreito entre Castro e Vorcaro. A análise de dispositivos móveis revelou mensagens detalhando encontros frequentes e viagens internacionais luxuosas realizadas pelo político, que teriam sido custeadas pelo banqueiro. A Polícia Federal destaca uma correlação temporal perturbadora: as datas dessas interações coincidem com os períodos em que o Rioprevidência realizava os aportes milionários. Tal cenário levanta a hipótese de que a gestão do fundo de pensão, que atende a cerca de 237 mil beneficiários, tenha sido utilizada como instrumento de troca de favores em uma rede de influência privada.

Este novo desdobramento é fruto da Operação Barco de Papel, deflagrada no início do ano para apurar aplicações atípicas do estado. O avanço das investigações revelou que o esquema era mais profundo do que se imaginava inicialmente, envolvendo a quebra de protocolos de credenciamento e a adoção de medidas irregulares para permitir que o banco privado recebesse recursos públicos de tal magnitude. Além de Castro, outros nove indivíduos foram alvos da operação, incluindo o ex-diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que já se encontrava detido desde fevereiro por outras irregularidades administrativas.

Para o leitor brasileiro, o caso ressoa como mais um capítulo de instabilidade política no Rio de Janeiro, estado marcado por sucessivas intervenções judiciais em seus governantes. A relevância da notícia é amplificada pelo fato de envolver o Rioprevidência, órgão vital para a subsistência de milhares de famílias. Qualquer má gestão ou uso político desses recursos coloca em risco a solvência do sistema previdenciário estadual. Além disso, o envolvimento do STF na autorização das buscas indica que as provas são consideradas robustas o suficiente para justificar a invasão de privacidade de uma figura pública de alto escalão.

Em sua defesa, Cláudio Castro e seus advogados manifestaram surpresa com a operação, alegando desconhecimento sobre os fundamentos das acusações. O Rioprevidência, por sua vez, informou que já realizou o resgate de parte dos valores e que segue colaborando com as autoridades para garantir a transparência de sua gestão. Os próximos passos incluem a perícia dos aparelhos celulares apreendidos na casa do ex-governador, o que pode revelar novas camadas de conversas e acordos que ainda orbitam o submundo das relações estreitas entre o poder público estadual e o setor financeiro privado.

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