China e EUA iniciam tratativas para redução de barreiras tarifárias após visita de Trump
Após encontro entre Xi e Trump, potências criam conselho para discutir corte recíproco de impostos de importação e compra de aeronaves.

China e Estados Unidos iniciam discussões para reduzir tarifas comerciais após encontro entre Xi Jinping e Donald Trump. O acordo prevê a compra de aviões da Boeing e o retorno das exportações de carne bovina americana ao mercado chinês.
Os governos de China e Estados Unidos sinalizaram um avanço diplomático importante com o anúncio de novas rodadas de negociação voltadas para o corte mútuo de sobretaxas comerciais. A medida foi detalhada pelo Ministério do Comércio chinês nesta quarta-feira (20), após a recente reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Pequim. O objetivo central é estabelecer um cronograma para reduzir os impostos de importação que incidem sobre uma vasta gama de produtos em ambas as nações.
O novo entendimento ocorre após um 2025 marcado por fortes atritos econômicos, que só foram mitigados por um cessar-fogo temporário firmado em solo sul-coreano no final do ano passado. Para formalizar o diálogo, foi estruturado um conselho comercial bipartidário, que terá a missão de elaborar um plano para remoção equilibrada de tarifas. As autoridades de Pequim destacaram que as reduções devem focar em mercadorias de alto valor agregado, buscando alívio financeiro para os setores produtivos dos dois países.
A demonstração de boa vontade por parte da China também incluiu concessões imediatas no setor agropecuário e na aviação. O país asiático confirmou que voltará a aceitar registros de exportadores de carne bovina norte-americanos e oficializou o pedido de 200 aviões da Boeing. Embora o comunicado oficial apresente números mais conservadores do que as especulações de mercado, a compra de aeronaves é vista como um gesto estratégico para equilibrar a balança comercial e reduzir as pressões de Washington em relação ao déficit econômico.
Em relação a setores mais sensíveis, como o de terras raras, o governo chinês manteve uma postura cautelosa, indicando apenas que as preocupações de ambos os lados serão analisadas no âmbito jurídico e técnico. A expectativa agora recai sobre a postura da Casa Branca, uma vez que Pequim solicitou formalmente a extensão da trégua comercial vigente e o cumprimento integral dos termos debatidos na última visita presidencial.






