China amplia compra de produtos agrícolas dos EUA após negociação entre Trump e Xi Jinping
Acordo anunciado após cúpula em Pequim prevê compras anuais de US$ 17 bilhões em carne e grãos americanos até 2028.

A China se comprometeu a importar US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028. O acordo visa recuperar mercados perdidos para o Brasil e aliviar a crise dos produtores americanos.
O governo dos Estados Unidos anunciou que a China planeja elevar a importação de itens agropecuários americanos para o patamar de US$ 17 bilhões anuais a partir de 2026. O acordo, detalhado pela Casa Branca no último domingo (17), prevê a manutenção desse volume de compras até 2028, focando especialmente em setores como carne bovina e aves. A medida surge após uma reunião estratégica entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, visando mitigar os prejuízos sofridos por produtores rurais durante as recentes disputas comerciais.
Como parte do entendimento, o mercado chinês voltará a aceitar carne bovina dos EUA e retomará as importações de aves de regiões livres de gripe aviária. Estes novos compromissos se somam às metas de compra de soja já estabelecidas anteriormente. Para o setor agrário americano, o acerto traz um alívio necessário, visto que o setor enfrenta não apenas a perda de espaço no mercado chinês para concorrentes como o Brasil, mas também o aumento nos custos de insumos causado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Apesar do otimismo de Washington, Pequim ainda não detalhou as etapas de implementação dos novos volumes. O Ministério do Comércio chinês indicou, porém, que o progresso dependerá da resolução de barreiras não tarifárias e da reciprocidade em questões sanitárias e de exportação. Além do aumento nas compras, os dois países discutem a criação de conselhos para gerenciar investimentos e o comércio de bens não sensíveis, sinalizando uma tentativa de estabilizar a relação econômica bilateral.






