Brasil e EUA avançam em agenda comercial após cúpula entre Lula e Trump em Washington
Encontro virtual entre ministros e autoridades de comércio busca implementar as metas estabelecidas pelos presidentes na Casa Branca.

Representantes comerciais do Brasil e dos EUA se reuniram virtualmente para avançar na pauta econômica após a visita de Lula a Donald Trump na Casa Branca. O encontro foca no fortalecimento do comércio bilateral e na criação de grupos de trabalho.
Dando continuidade aos compromissos firmados entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, integrantes das pastas comerciais do Brasil e dos Estados Unidos realizaram uma videoconferência para alinhar a pauta econômica bilateral. O diálogo envolveu o ministro Márcio Fernando Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e representantes da autoridade comercial norte-americana, focando na implementação das diretrizes discutidas no encontro presidencial de 7 de maio.
O governo dos Estados Unidos destacou a postura colaborativa da gestão brasileira, enfatizando que o objetivo é fortalecer os fluxos de troca entre as duas maiores economias das Américas. A reunião ministerial é o primeiro passo prático após a visita de Lula à Casa Branca, onde ambos os chefes de Estado manifestaram interesse em revitalizar os laços diplomáticos e comerciais que haviam perdido prioridade em anos recentes.
Durante a cúpula em Washington, Lula e Trump discutiram temas estratégicos como o fornecimento de terras raras, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e questões climáticas. O presidente brasileiro defendeu uma postura de multilateralismo e sugeriu a criação de um grupo de trabalho específico para revisar barreiras tarifárias, com um prazo de 30 dias para a apresentação de propostas concretas.
Embora a agenda tenha sido abrangente, certos tópicos foram deliberadamente deixados de fora, como a designação de grupos criminosos brasileiros e controvérsias judiciais sobre sistemas de pagamento. A expectativa agora recai sobre os novos encontros agendados, que visam equilibrar a influência comercial na região e consolidar a parceria estratégica entre as duas nações.






