Economia

União Europeia e EUA avançam em acordo comercial sob ameaça de novas taxas de importação

Pacto provisório busca evitar aumento de tarifas sobre carros europeus após ultimato de Washington.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 12:002 min
União Europeia e EUA avançam em acordo comercial sob ameaça de novas taxas de importação
Foto: Reprodução
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A União Europeia alcançou um consenso preliminar para viabilizar o tratado comercial com os Estados Unidos, cedendo às condições impostas pela administração americana para evitar novas sobretaxas automotivas.

Após intensos diálogos ocorridos em Estrasburgo, os integrantes do Parlamento Europeu e os Estados-membros do bloco chegaram a uma base de entendimento para colocar em prática o tratado comercial com os Estados Unidos. A medida, comunicada oficialmente pela presidência cipriota da União Europeia nesta quarta-feira, visa encerrar um ciclo de incertezas nas relações comerciais transatlânticas e estabelecer um ambiente de negócios mais equilibrado e previsível para ambas as potências.

O avanço nas negociações foi impulsionado por um ultimato estabelecido pelo governo americano, que fixou o início de julho como limite para a validação do pacto. Sob o risco de ver as taxas de importação sobre veículos de fabricação europeia subirem de 15% para 25%, a cúpula europeia acelerou a aprovação do texto. O acordo original, delineado em 2025, prevê a suspensão de tarifas de entrada para diversos produtos americanos no continente europeu, garantindo, em contrapartida, que os impostos sobre bens europeus nos EUA não ultrapassem o teto de 15%.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que o bloco está honrando as obrigações assumidas anteriormente e manifestou o desejo de concluir os trâmites burocráticos com agilidade. No entanto, o tratado não é isento de críticas internas. Enquanto líderes de países como a Alemanha demonstram satisfação com o consenso, diversos economistas enxergam as concessões de Bruxelas como uma submissão exagerada às exigências de Washington, especialmente após o Parlamento Europeu ter tentado, sem sucesso, incluir uma lista rigorosa de proteções comerciais no documento final.

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