Economia

Brasil busca lugar no mercado global de terras raras em meio a disputa geopolítica

Brasil possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo, mas enfrenta desafios técnicos e legislativos para transformar potencial em exportação.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 15:002 min
Brasil busca lugar no mercado global de terras raras em meio a disputa geopolítica
Foto: Reprodução
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Com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o Brasil atrai investimentos dos EUA e Europa para frear o domínio chinês, mas esbarra em gargalos tecnológicos e debates sobre controle estatal.

O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, superando 20 milhões de toneladas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Apesar do vasto potencial geológico, a participação brasileira no mercado internacional ainda é mínima: em 2024, o país exportou apenas 20 toneladas, uma parcela irrisória perto das 390 mil toneladas produzidas globalmente. O setor enfrenta o desafio de superar a barreira técnica, já que o refino desses minerais exige centenas de processos industriais complexos que o país ainda não domina em larga escala.

Para reduzir a dependência da hegemonia chinesa, que controla dois terços da produção e detém tecnologias avançadas de processamento, investidores estrangeiros têm ampliado o aporte de capital no Brasil. Os Estados Unidos lideram esse movimento, com investimentos bilionários e aquisições estratégicas, como a de uma mineradora em Goiás. Austrália e China também marcam presença em projetos nacionais, de olho em minerais essenciais para a fabricação de componentes de alta tecnologia, como motores de carros elétricos e sistemas de defesa.

No campo político, o governo federal busca equilibrar a atração de capital externo com a proteção da soberania nacional sobre esses recursos. Recentemente, avançou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que oferece benefícios fiscais para a exploração privada, mas que reserva ao Estado o poder de vetar transações internacionais por razões geopolíticas. A medida gera resistência entre representantes da indústria de mineração, que temem insegurança jurídica, e o texto agora segue para análise no Senado com a expectativa de ajustes.

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