Superpetroleiros furam bloqueio no Estreito de Ormuz após dois meses de impasse
Embarcações transportam 6 milhões de barris de petróleo bruto para a Ásia após longa retenção no Golfo Pérsico devido a conflitos armados.

Três superpetroleiros deixaram o Golfo Pérsico com seis milhões de barris de petróleo bruto após dois meses de espera. O fluxo na região de Ormuz permanece severamente afetado pelo conflito no Irã.
Pela primeira vez em mais de sessenta dias, três grandes embarcações de transporte de óleo bruto conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (20). Os navios, que carregam um volume combinado de seis milhões de barris de petróleo, haviam permanecido retidos no Golfo Pérsico em decorrência das hostilidades militares envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel. Segundo informações de rastreamento da LSEG e da Kpler, os superpetroleiros utilizaram uma rota alternativa sugerida pelas autoridades iranianas para seguir viagem em direção ao continente asiático.
A retomada do transporte ocorre em um cenário de queda drástica no fluxo marítimo da região. Antes da escalada do conflito, a média diária de passagens pelo canal oscilava entre 125 e 140 embarcações, número que despencou para apenas dez registros por dia recentemente. Apesar da movimentação destes três navios, a presença de petroleiros ainda é considerada mínima diante do volume total de cargas, e cerca de 20 mil profissionais do setor continuam isolados em centenas de navios parados nas águas do Golfo.
Entidades do setor logístico e o Centro Conjunto de Informações Marítimas alertam que a zona ainda é classificada como de alto perigo. Novas diretrizes publicadas por associações de transporte sinalizam para a vulnerabilidade a dispositivos aéreos não tripulados, minas subaquáticas e ataques diretos. Além disso, existe o receio de que uma saída em massa de navios retidos cause um congestionamento perigoso e desordenado no estreito, dada a capacidade reduzida de monitoramento militar no momento.






