Crise no BRB: Deputados distritais discutem rombo patrimonial com presidente do Banco Central
Parlamentares questionam Gabriel Galípolo sobre providências contra rombo bilionário e atraso em balanço financeiro da instituição.

Deputados buscam apoio do Banco Central para fiscalizar crise no BRB após rombo bilionário com o Banco Master. Instituição enfrenta atraso em balanço e rebaixamento de risco pela Moody's.
Uma comitiva de parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal reuniu-se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na manhã desta quarta-feira (20), para tratar da crise institucional e financeira enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB). O ponto central do encontro foi a cobrança por uma fiscalização rigorosa da autoridade monetária após a revelação de perdas bilionárias em transações com o Banco Master. O prejuízo estimado gira em torno de R$ 12 bilhões, oriundos da aquisição de carteiras de crédito sem garantias reais.
A preocupação dos deputados aumentou devido ao atraso na entrega do balanço anual consolidado do banco, cujo prazo original venceu em março e foi postergado para o final de maio. O adiamento ocorre para que auditorias forenses concluam a análise dos impactos da "Operação Compliance Zero", que investiga fraudes financeiras na instituição. O cenário de incerteza levou a agência Moody's a rebaixar a nota de crédito do BRB, alertando para a necessidade urgente de aporte de capital e riscos de inadimplência em seus compromissos financeiros.
Durante a audiência, deputados da oposição criticaram a gestão do governo do Distrito Federal (GDF), alegando que falta transparência e uma solução técnica efetiva para conter o rombo patrimonial. Enquanto o GDF tenta viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e utiliza ativos imobiliários para lastrear a instituição, parlamentares argumentam que as medidas adotadas até agora visam transferir a responsabilidade da crise para a União, em vez de solucionar os problemas de governança interna.






