Agentes são presos por intermediar entrada de celulares em presídio paranaense
Operação desarticula quadrilha liderada por traficante; cada smartphone chegava a custar R$ 80 mil dentro de unidade no Paraná.

Oito pessoas foram presas no Paraná por envolvimento em um esquema que cobrava até R$ 80 mil para infiltrar celulares em presídios. Entre os detidos estão três agentes terceirizados que facilitavam a entrada dos aparelhos e drogas.
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Penal do Paraná resultou na prisão de oito pessoas nesta quarta-feira (20), incluindo três agentes terceirizados do sistema prisional. O grupo é suspeito de operar uma rede criminosa voltada ao contrabando de entorpecentes e aparelhos eletrônicos para o interior da Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. As autoridades confirmaram que os funcionários públicos envolvidos já haviam sido afastados de suas funções antes das detenções.
As investigações apontam que os valores cobrados para a entrada ilegal de dispositivos móveis eram exorbitantes, variando entre R$ 50 mil e R$ 80 mil por unidade. O esquema teria como mentor um detento que cumpre pena por tráfico internacional de drogas, auxiliado por comparsas externos, incluindo sua esposa, que gerenciava as movimentações financeiras. A quebra de sigilo em um aparelho apreendido revelou diálogos sobre as transações e as exigências dos compradores internos quanto aos acessórios dos celulares.
Durante o cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão em cidades paranaenses e em Balneário Camboriú (SC), foram confiscados armamentos, radiocomunicadores e coletes balísticos. O delegado responsável pelo caso destacou que o ostensivo padrão de vida dos agentes presos foi um dos fatores que corroborou com a tese de corrupção, uma vez que seus gastos eram incoerentes com as remunerações oficiais. Os envolvidos agora enfrentam acusações que vão de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro à corrupção ativa e passiva.






