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EUA indiciam Raúl Castro por homicídio e Trump sinaliza aumento de pressão sobre Cuba

Ex-líder cubano é acusado por mortes de americanos em 1996; Trump afirma que medida faz parte da 'libertação' da ilha.

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Redação 360 Notícia
20 de maio de 2026 às 19:002 min
EUA indiciam Raúl Castro por homicídio e Trump sinaliza aumento de pressão sobre Cuba
Foto: Reprodução
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O Departamento de Justiça dos EUA indiciou Raúl Castro por homicídios relacionados à queda de aviões em 1996. Donald Trump afirmou que a medida faz parte de um processo para libertar a ilha das mãos do regime socialista.

O governo dos Estados Unidos anunciou o indiciamento criminal de Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro. A acusação formal, divulgada pelo Departamento de Justiça nesta quarta-feira (20), responsabiliza o líder de 94 anos por crimes graves, incluindo quatro homicídios e a destruição de aeronaves civis. O caso central remete ao ano de 1996, quando aviões de uma organização de exilados foram derrubados, resultando na morte de três cidadãos americanos. Na época, Raúl ocupava o cargo de ministro da Defesa da ilha.

Em pronunciamento oficial, o presidente Donald Trump celebrou a medida jurídica como um passo fundamental para o que chamou de "libertação de Cuba". O republicano reafirmou a postura de tolerância zero com governos considerados hostis próximos ao território americano e destacou o aumento das sanções econômicas contra Havana. De acordo com as autoridades de Washington, a expectativa é que Castro enfrente o tribunal nos Estados Unidos, com o procurador-geral interino, Todd Blanche, manifestando publicamente o desejo de ver o ex-mandatário detido ao término do processo.

A ação judicial ocorre em um momento de escalada na pressão diplomática e econômica sobre o regime cubano. Além das acusações criminais, Washington tem intensificado embargos, incluindo o setor petrolífero, o que agrava a crise energética enfrentada pela ilha. Raúl Castro, que governou oficialmente entre 2008 e 2021 após décadas à sombra de Fidel, já havia experimentado um breve período de reaproximação com os EUA durante o governo Obama, cenário que foi revertido com o retorno de políticas externas mais rígidas por parte da administração Trump.

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