Notícias

Troca de corpos no Recife leva idosa a ser enterrada por engano em cidade vizinha

Confusão no SVO e no IML fez com que idosa fosse sepultada por outra família a 50 km de distância; Justiça determinou exumação urgente.

Por
Redação Automática
8 de maio de 2026 às 07:012 min
Troca de corpos no Recife leva idosa a ser enterrada por engano em cidade vizinha
Foto: Reprodução
Compartilhar

Uma falha na identificação de corpos no Recife fez com que uma idosa de 77 anos fosse enterrada por engano em outra cidade. A família descobriu o erro no momento do velório e agora aguarda decisão judicial para realizar a exumação.

As famílias de Railda Mendes Malafaia, de 77 anos, e de Anerina Maria da Silva, de 80, enfrentam um drama causado por uma falha no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Recife. Durante o processo de identificação, as pulseiras com o Número de Identificação de Cadáver (NIC) foram trocadas, fazendo com que o corpo de Railda fosse sepultado por engano na cidade de Carpina, a mais de 50 quilômetros da capital, enquanto o corpo de Anerina permaneceu em uma funerária após o erro ser descoberto durante o velório da outra família.

O equívoco só foi notado quando André Malafaia, filho de Railda, abriu o caixão no Cemitério de Santo Amaro e percebeu que a pessoa ali presente não era sua mãe. Railda era branca e tinha cabelos claros, características opostas às de Anerina, que era negra. A confusão gerou consequências legais e biológicas graves: além do enterro indevido, os laudos de necropsia e as causas de morte foram atribuídos às pessoas erradas, uma vez que o Instituto de Medicina Legal (IML) baseou seus exames na identificação trocada vinda do SVO.

Diante do impasse, a Justiça de Pernambuco concedeu uma liminar determinando que o Governo do Estado realize a exumação imediata de Railda e o transporte adequado dos dois corpos. O magistrado responsável destacou que a demora agrava o sofrimento dos parentes e compromete a preservação dos restos mortais. Até o desfecho desta reportagem, as autoridades estaduais ainda não haviam concretizado a ordem judicial, e o prazo para cumprimento está prestes a se encerrar.

#troca de corpos#Recife#IML#negligência pública#erro de identificação

Leia também