ANM interrompe apenas 22% das atividades de mineração ilegal detectadas, revela auditoria
Relatório da CGU aponta baixa eficácia na interrupção de extrações clandestinas e falhas graves na apreensão de equipamentos.

Auditoria da CGU aponta que a ANM paralisou apenas 22% das lavras ilegais detectadas em 2024 e critica a falta de inteligência na fiscalização.
Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou fragilidades críticas na fiscalização do setor mineral brasileiro. Segundo o documento, a Agência Nacional de Mineração (ANM) conseguiu interromper apenas 22% das explorações irregulares localizadas em 2024. A baixa resolutividade aponta para um cenário em que a maioria das atividades clandestinas detectadas continua em operação mesmo após a identificação pelos agentes federais.
O relatório destaca que a eficácia na apreensão de maquinários é ainda menor, ocorrendo em meros 1% dos casos em que bens foram encontrados. A CGU identifica que o órgão ainda opera com base em denúncias, ignorando ferramentas modernas de monitoramento remoto e inteligência de dados. Além disso, falhas no registro de informações internas dificultam o controle real sobre o que é fiscalizado, permitindo que minérios extraídos ilegalmente sejam camuflados no mercado de exportação.
Minas Gerais é um dos estados que mais demandam atenção, superando as metas de fiscalização em número de visitas, mas ainda sofrendo com crimes ambientais e extração indevida, como visto em operações recentes na Serra do Curral. A ausência de uma estratégia integrada com outras esferas de governo e a falta de normas atualizadas para o gerenciamento de bens apreendidos foram citadas como obstáculos para uma resposta estatal mais robusta contra os infratores.






