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Três décadas de inovação: a trajetória da urna eletrônica e dos especialistas que a criaram

Equipamento desenvolvido por especialistas do Vale do Paraíba revolucionou as eleições brasileiras e completa 30 anos de atuação histórica.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 08:002 min
Três décadas de inovação: a trajetória da urna eletrônica e dos especialistas que a criaram
Foto: Reprodução
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A urna eletrônica brasileira celebra 30 anos de trajetória desde seu desenvolvimento por uma equipe técnica de elite. Conheça a história dos especialistas que digitalizaram o voto no Brasil.

A urna eletrônica brasileira comemora três décadas de história, consolidando-se como o pilar tecnológico das votações no país desde sua implementação oficial em 1996. O projeto nasceu da necessidade de modernizar o sistema eleitoral, substituindo as antigas cédulas de papel por um método que garantisse agilidade na apuração e maior proteção contra manipulações. Criada sob a supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a iniciativa contou com o suporte técnico de instituições de elite como o Inpe, o ITA e o antigo Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos.

Os bastidores do desenvolvimento revelam o papel fundamental de um grupo de engenheiros e pesquisadores apelidados de "ninjas". Sob a coordenação de Paulo Camarão e a visão do então presidente do TSE, ministro Carlos Velloso, especialistas como Paulo Nakaya e Antônio Ésio Salgado, o "Toné", trabalharam para conceber um dispositivo que fosse ao mesmo tempo robusto e inviolável. O desafio era criar uma máquina capaz de operar nas condições mais diversas do território nacional, mantendo a integridade do voto em qualquer circunstância geográfica.

Ao longo de 15 pleitos, a tecnologia evoluiu drasticamente, saltando dos disquetes e memórias de 2 MB da versão inicial para sistemas modernos protegidos por criptografia de ponta e assinaturas digitais. Além da rapidez — reduzindo o tempo de contagem de dias para poucas horas —, o sistema é submetido a testes públicos constantes para identificar vulnerabilidades. Hoje, a experiência brasileira é vista como uma referência global, tendo influenciado modelos de votação digital em dezenas de outros países e reforçado a confiança no processo democrático local.

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