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Suplementos para menopausa: o que realmente funciona segundo a ciência

Magnésio e creatina mostram bons resultados, enquanto colágeno e gomos de cogumelo ainda carecem de dados robustos para mulheres.

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Redação 360 Notícia
13 de maio de 2026 às 08:002 min
Suplementos para menopausa: o que realmente funciona segundo a ciência
Foto: Reprodução
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Uma análise das evidências científicas revela quais suplementos populares realmente auxiliam nos sintomas da menopausa e quais ainda carecem de comprovação em humanos.

Com o fim do ciclo reprodutivo, muitas mulheres buscam nas prateleiras de farmácias e em anúncios de redes sociais alternativas para mitigar sintomas como insônia, perda de massa muscular e névoa mental. Embora a terapia de reposição hormonal (TRH) seja o padrão-ouro de tratamento, o interesse por suplementos como magnésio, creatina, colágeno e cogumelo juba de leão tem crescido exponencialmente. No entanto, a ciência alerta que nem todas essas opções possuem comprovação robusta para o público feminino nesta fase específica da vida.

O magnésio e a creatina aparecem como os compostos com evidências mais promissoras. O primeiro auxilia na qualidade do sono, no controle da ansiedade e na preservação da densidade óssea, embora não atue contra ondas de calor. Já a creatina, tradicionalmente associada ao público masculino em academias, tem demonstrado benefícios significativos na manutenção da força física e na melhora do humor e cognição em mulheres na perimenopausa, ajudando a combater a perda natural de massa muscular decorrente da queda de estrogênio.

Por outro lado, itens como o colágeno e o cogumelo juba de leão ainda carecem de dados mais conclusivos. Enquanto o colágeno apresenta resultados modestos na saúde das articulações e ossos, sua eficácia varia drasticamente conforme a fonte e o processamento do produto. O juba de leão, popular por prometer clareza mental, ainda possui base científica concentrada em testes com animais, com pouquíssimos ensaios humanos focados em mulheres climatéricas. Especialistas reforçam que, antes de investir em cápsulas, a manutenção de uma dieta equilibrada e a prática de exercícios resistidos continuam sendo as estratégias mais eficazes e acessíveis para atravessar esse período.

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