Economia

STF adia decisão sobre redistribuição de royalties do petróleo após pedido de vista

Ministro Flávio Dino pediu vista do processo logo após voto da relatora Cármen Lúcia contra mudanças na partilha.

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Redação Automática
7 de maio de 2026 às 23:002 min
STF adia decisão sobre redistribuição de royalties do petróleo após pedido de vista
Foto: Reprodução
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O julgamento no STF sobre a partilha dos royalties do petróleo foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A relatora Cármen Lúcia votou contra as mudanças aprovadas pelo Congresso em 2012.

O Supremo Tribunal Federal interrompeu, nesta quinta-feira (7), o julgamento das ações que questionam as normas de partilha dos royalties do petróleo no Brasil. A pausa ocorreu após o ministro Flávio Dino solicitar vista do processo, alegando a necessidade de examinar com mais profundidade os fundamentos apresentados. O caso havia sido retomado na quarta-feira (6), mas ainda não possui uma nova data definida para voltar à pauta da Corte.

Antes da suspensão, a ministra relatora, Cármen Lúcia, apresentou seu voto favorável à anulação de pontos centrais da lei federal de 2012. Segundo a magistrada, a legislação aprovada pelo Congresso desvirtua o equilíbrio federativo ao retirar recursos críticos de estados e municípios produtores, que arcam com os maiores ônus da extração. Para a relatora, os benefícios financeiros devem resguardar a compensação devida às regiões diretamente afetadas pela atividade petroleira.

A disputa jurídica contrapõe entes federados que concentram a produção, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, àqueles que não produzem mas buscam uma fatia maior das receitas. Caso as regras de 2012 fossem plenamente aplicadas, haveria uma redução expressiva na participação dos estados produtores e da União, em favor de um fundo especial distribuído para todo o país. Atualmente, os efeitos dessa lei estão suspensos por uma liminar concedida pela própria ministra Cármen Lúcia em 2013.

As cifras envolvidas na decisão são bilionárias e afetam diretamente o planejamento orçamentário dos governos locais. No cenário de uma mudança nas regras atuais, estimativas indicam perdas anuais na casa dos R$ 20 bilhões apenas para o estado do Rio de Janeiro. A decisão final do STF definirá se as compensações financeiras e participações especiais devem seguir critérios de solidariedade nacional ou se devem permanecer vinculadas à localização geográfica da exploração.

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