Economia

PIX entra no centro de tensão diplomática entre Lula e Trump após ofensiva dos EUA

Governo dos EUA investiga sistema brasileiro por suposta concorrência desleal contra administradoras de cartões e ameaça à hegemonia do dólar.

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Redação Automática
8 de maio de 2026 às 03:002 min
PIX entra no centro de tensão diplomática entre Lula e Trump após ofensiva dos EUA
Foto: Reprodução
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O sistema de pagamentos brasileiro PIX entra na pauta do encontro entre Lula e Trump, após ser classificado pelos EUA como 'prática desleal' que ameaça gigantes de cartões e a soberania do dólar.

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o PIX, deve dominar as discussões diplomáticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano Donald Trump durante reunião bilateral agendada para esta quinta-feira (7). A ferramenta, desenvolvida pelo Banco Central do Brasil, tornou-se alvo de uma investigação comercial aberta por Washington, que questiona se o modelo estatal promove uma concorrência desleal contra empresas dos Estados Unidos.

As queixas do governo americano baseiam-se na percepção de que o PIX prejudica operadoras de cartões de crédito como Visa e Mastercard, além de grandes corporações de tecnologia que gerenciam serviços financeiros. Documentos da Casa Branca indicam que a gratuidade para pessoas físicas e os baixos custos de transação para empresas no Brasil criam um ambiente desvantajoso para o setor privado internacional, que tradicionalmente lucra com taxas de corretagem e processamento.

Além da esfera comercial, o embate possui contornos geopolíticos. Os Estados Unidos observam com desconfiança a expansão do PIX Internacional e o potencial uso da tecnologia entre os países do Brics. Analistas apontam que a eficiência do sistema brasileiro pode servir como uma alternativa à rede global SWIFT e reduzir a dependência mundial do dólar, o que é visto por parlamentares e estrategistas americanos como uma ameaça à hegemonia financeira do país.

Especialistas ressaltam que o PIX se transformou em uma vitrine de inovação pública, atraindo o interesse de diversas nações. Enquanto sistemas similares nos EUA, como o FedNow, enfrentam baixa adesão dos grandes bancos, o modelo brasileiro é visto como um sucesso absoluto de inclusão financeira. Esse protagonismo tecnológico, aliado a tensões recentes entre o governo brasileiro e big techs, intensifica a ofensiva de Trump contra a soberania digital do Brasil.

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