Saúde

São Paulo registra 23 casos confirmados de sarampo e intensifica vacinação em três cidades

A maioria dos pacientes infectados não possuía o esquema vacinal completo; capital concentra 20 das ocorrências registradas.

Redação 360 Notícia
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7 de agosto de 2026 às 21:002 min
São Paulo registra 23 casos confirmados de sarampo e intensifica vacinação em três cidades
Foto: Reprodução
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A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo, sendo que a maioria dos pacientes não estava vacinada. O surto concentra-se na capital e região metropolitana.

O estado de São Paulo enfrenta um novo alerta sanitário com a confirmação oficial de 23 casos de sarampo, conforme balanço divulgado recentemente pela Secretaria de Estado da Saúde. O dado mais alarmante revelado pelas autoridades epidemiológicas é que, do total de infectados, 16 pessoas não possuíam registro de vacinação ou apresentavam um esquema vacinal incompleto. Essa estatística reforça a preocupação dos órgãos de saúde pública com a baixa cobertura vacinal em determinadas faixas etárias e regiões específicas, o que facilita a propagação de doenças que já eram consideradas controladas em território nacional.

A investigação epidemiológica detalhou a origem do surto atual, apontando que dois dos casos registrados foram importados, ou seja, contraídos fora da jurisdição estadual. Os demais 21 pacientes contraíram o vírus a partir do contato direto ou indireto com esses dois casos iniciais, configurando uma cadeia de transmissão local. A distribuição geográfica dos infectados concentra-se predominantemente na Região Metropolitana de São Paulo, com a capital paulista registrando 20 ocorrências. O município de São Bernardo do Campo confirmou dois casos, enquanto a cidade de Guarulhos registrou uma ocorrência até o momento.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, extremamente contagiosa e transmitida por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Diante do aumento significativo das notificações em todo o continente americano — que chegou a registrar um crescimento de 32 vezes nos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) —, o governo paulista intensificou as ações de bloqueio e imunização. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) tem emitido alertas constantes, reforçando que a eliminação da doença nas Américas é possível, mas depende estritamente da manutenção de altas taxas de vacinação em todas as faixas da população.

Como resposta imediata ao cenário, a Secretaria Estadual da Saúde convocou a população dos três municípios afetados — São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo — para uma campanha de intensificação vacinal. A orientação é que moradores com idade entre seis meses e 59 anos procurem os postos de saúde para receber o imunizante, independentemente de terem sido vacinados anteriormente, desde que não possuam contraindicações médicas específicas. A estratégia visa criar um cinturão epidemiológico capaz de interromper a circulação do vírus e proteger os grupos mais vulneráveis, como bebês menores de um ano, que têm maior risco de complicações graves.

As autoridades de saúde também fazem um apelo ao setor produtivo, sugerindo que as empresas facilitem o acesso de seus colaboradores à vacinação, uma vez que o ambiente de trabalho pode ser um foco de disseminação rápida. A busca ativa por faltosos e a atualização da caderneta de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) são as principais ferramentas para evitar que o estado volte a enfrentar epidemias de larga escala. O governo estadual monitora diariamente os dados e não descarta expandir as ações de vacinação para outras cidades da Grande São Paulo caso novos focos de transmissão sejam identificados nos próximos dias.

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