Economia

Samsung e trabalhadores tentam acordo de última hora para evitar greve histórica

Negociações sobre bônus e participação nos lucros continuam sob pressão judicial e risco de impacto na cadeia global de suprimentos.

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Redação 360 Notícia
18 de maio de 2026 às 15:002 min
Samsung e trabalhadores tentam acordo de última hora para evitar greve histórica
Foto: Reprodução
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Samsung e sindicatos buscam acordo de última hora para impedir paralisação histórica que ameaça produção de chips e economia sul-coreana. Decisão judicial impõe limites para garantir manutenção de fábricas.

A Samsung Electronics e os representantes de seus trabalhadores na Coreia do Sul decidiram prolongar o diálogo nesta terça-feira, em um esforço final para barrar uma paralisação sem precedentes. O embate ocorre após rodadas anteriores de conversas terminarem sem consenso sobre a estrutura salarial. A principal divergência reside na distribuição de lucros: enquanto a categoria reivindica 15% do resultado operacional e o fim do limite para bônus, a gigante tecnológica oferece uma fatia menor, entre 9% e 10%, mantendo o teto atual de pagamentos extras.

A tensão trabalhista acontece em um momento sensível para o mercado internacional, marcado por uma oferta limitada de semicondutores. Por ser a maior exportadora de memórias do planeta, uma interrupção nas atividades da Samsung pode desestabilizar não apenas a economia sul-coreana, mas também diversas cadeias globais de tecnologia. Estima-se que mais de 45 mil profissionais possam aderir ao movimento grevista, caso as tratativas agendadas para o início desta semana não avancem conforme o pleiteado pela liderança sindical.

Paralelamente às mesas de negociação, o Judiciário local interveio no conflito ao conceder uma liminar parcial favorável à companhia. A decisão estabelece que parte da força de trabalho deve permanecer em operação para garantir a integridade dos equipamentos e insumos, sob pena de multas diárias severas para as entidades sindicais e seus dirigentes. Apesar da pressão jurídica, o sindicato mantém a posição de que a paralisação é um recurso legítimo e disponível caso as exigências econômicas não sejam atendidas pela administração da empresa.

O cenário despertou o alerta do governo da Coreia do Sul, que vê na Samsung um pilar fundamental para o Produto Interno Bruto e para o desempenho financeiro nacional. Autoridades políticas têm se manifestado pedindo equilíbrio entre a autonomia de gestão corporativa e as garantias laborais. Com o início da greve projetado para quinta-feira, as próximas horas serão decisivas para definir se haverá um compromisso mútuo ou se o setor de chips enfrentará seu maior desafio produtivo em décadas.

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