Protesto pela luta antimanicomial bloqueia trânsito em avenida de Belo Horizonte
Ato no Centro-Sul de BH reuniu movimentos sociais contra novas regras de internação de dependentes químicos.
Manifestantes ocuparam a Avenida João Pinheiro em protesto contra lei municipal de internação compulsória e para celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.
Na tarde desta segunda-feira (18), a Avenida João Pinheiro, um dos principais eixos viários da Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi ocupada por manifestantes em celebração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O bloqueio, concentrado no sentido Centro entre a Praça da Liberdade e a Faculdade de Direito da UFMG, gerou retenções significativas no fluxo de veículos no meio da tarde. A mobilização reuniu usuários do sistema de saúde, familiares e profissionais do setor que defendem o tratamento humanizado e em liberdade.
O foco central do protesto foi a crítica à legislação municipal que regulamentou a internação, tanto voluntária quanto involuntária, de dependentes químicos na capital mineira. Os manifestantes alegam que a medida representa um retrocesso diante dos princípios da reforma psiquiátrica nacional. A norma entrou em vigor no início de maio, após o encerramento do prazo para sanção do executivo, tendo sido proposta com o argumento de alinhar as diretrizes de Belo Horizonte às leis federais sobre o acolhimento de usuários de substâncias.
Como componente cultural e político da caminhada, a escola de samba "Liberdade Ainda Que Tam Tam" marcou presença com tambores e faixas. Há mais de 15 anos o grupo utiliza o samba como instrumento de inclusão social e veículo de pauta política nas ruas da cidade. O evento deste ano também teve um caráter histórico, celebrando os 25 anos da Lei 10.216, marco legal brasileiro que prioriza a assistência em redes comunitárias e restringe o isolamento em instituições psiquiátricas tradicionais.




