Bom senso é o verdadeiro poder silencioso
No entanto, o tempo é mestre: ele ensina, esclarece e revela. Com ele, aprendemos que viver com cuidado, bom senso, empatia e respeito são valores que nunca saem de moda. Feliz é aquele que não apenas pratica esses princípios, mas os carrega de forma natural, como parte da vida real.


Pessoas de bom senso falam apenas daquilo que conhecem, daquilo que vivenciam de perto e compreendem com propriedade. Agir assim é assumir responsabilidade consigo e com os outros; é demonstrar respeito por todos os envolvidos. O bom senso também se revela na capacidade de filtrar informações, de ser criterioso com o que se escuta e no cuidado ao transmitir ideias.
Vivemos em um mundo onde valores parecem invertidos e obscurecidos. A franqueza no falar tornou-se quase um artigo de luxo e, paradoxalmente, quem age com honestidade e equilíbrio muitas vezes é ridicularizado como “careta”. A moda, infelizmente, é atropelar os outros sem escrúpulos — e não apenas como metáfora, mas como prática real.
O ditado popular “o mundo é dos mais espertos” reflete bem essa mentalidade. O sistema incentiva comportamentos pautados pelo egoísmo e pela ganância, seja por dinheiro, status ou conveniência. As amizades, nesse contexto, tornam-se superficiais, frágeis e utilitárias, o que é, no mínimo, assustador.
No entanto, o tempo é mestre: ele ensina, esclarece e revela. Com ele, aprendemos que viver com cuidado, bom senso, empatia e respeito são valores que nunca saem de moda. Feliz é aquele que não apenas pratica esses princípios, mas os carrega de forma natural, como parte da vida real.
Qual é o conselho? Se você não sabe, não tem propriedade, não presenciou ou sequer escutou de fonte confiável, então não fale. E mesmo quando tiver todas as certezas, o bom senso sempre o fará pensar duas vezes antes de repassar ou comentar qualquer coisa — especialmente quando não temos o direito ou a responsabilidade de fazê-lo.
Antonio Marcos de Souza






