Minha Voz

Entre o pó da rabiola e o céu azul

Há dias em que somos apenas o pó da rabiola. Nos sentimos frágeis, arrastados pelo vento, quase invisíveis. Mas também existem dias em que ganhamos o céu, dominamos o vento, dançamos entre as nuvens e voamos no azul com todas as nossas cores.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
13 de maio de 2026 às 18:352 min
Entre o pó da rabiola e o céu azul
Foto: Reprodução
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Há dias em que somos apenas o pó da rabiola. Nos sentimos frágeis, arrastados pelo vento, quase invisíveis. Mas também existem dias em que ganhamos o céu, dominamos o vento, dançamos entre as nuvens e voamos no azul com todas as nossas cores. A vida é feita dessa alternância: ora nos derruba, ora nos eleva.

Ser forte todos os dias é uma exigência silenciosa que ninguém nos ensina. Aprendemos na raça, tateando no escuro, procurando o interruptor que acenda a luz da compreensão. Muitas vezes, essa busca é solitária e dolorosa. Mas quando finalmente encontramos essa luz, os caminhos se tornam mais claros e seguimos com mais leveza.

Ontem, li um texto de Fabiola Simões que me tocou profundamente. Ela escreveu: "Se você me diz o que está acontecendo, mesmo que seja difícil, mesmo que doa, eu respiro. Eu entendo e sigo junto. A verdade sempre encontra um lugar confortável dentro de mim. Agora, se me mantém no escuro com respostas vagas e nenhum esforço para explicar, eu não fico. Não por orgulho, mas por preservação. Eu não romantizo dúvidas. Não tolero jogos. E não insisto onde a comunicação é um labirinto. Eu escolho a minha paz. E abraço a clareza, porque é nela que encontro repouso."

Essas palavras para mim são um lembrete poderoso: não dá para viver no vazio da incompreensão, nem insistir em atravessar portas fechadas. Forçar o caminho gera desgaste desnecessário, e não merecemos isso. É uma questão de respeito pela nossa própria história, pelas nossas dores e pelas nossas angústias — tantas vezes julgadas, incompreendidas ou menosprezadas.

A autopreservação é essencial. É o bem mais precioso da nossa saúde emocional. Não podemos mais viver com um “pires na mão”, mendigando afeto. Precisamos escolher a paz, abraçar a clareza e acender a nossa própria luz. Porque é nesse gesto que encontramos enfim repouso.

Antonio Marcos de Souza

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