Economia

Prazo do Imposto de Renda 2026 termina nesta sexta; veja como evitar multas e erros comuns

Com 4,1 milhões de brasileiros ainda em débito com o Fisco, Receita alerta para multas e sugere uso do modelo pré-preenchido para evitar atrasos.

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Redação 360 Notícia
29 de maio de 2026 às 05:003 min
Prazo do Imposto de Renda 2026 termina nesta sexta; veja como evitar multas e erros comuns
Foto: Reprodução
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Termina nesta sexta-feira (29) o prazo para o envio da declaração do Imposto de Renda 2026. Com mais de 4 milhões de pessoas ainda pendentes, a Receita Federal alerta para multas que podem chegar a 20% do imposto devido. Veja como a declaração pré-preenchida pode acelerar o processo.

O prazo para o envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 entra em sua reta final, com o encerramento das transmissões previsto para esta sexta-feira, dia 29 de maio. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Receita Federal, cerca de 4,1 milhões de contribuintes brasileiros ainda não haviam realizado o envio até o início desta sexta. O volume de pendências acende um alerta para aqueles que deixam a obrigação para as últimas horas, uma vez que o sistema costuma apresentar maior lentidão devido ao alto fluxo de acessos simultâneos no último dia do calendário oficial.

A Receita Federal estabeleceu uma meta ambiciosa para este ano, esperando receber um total de 44 milhões de declarações. Historicamente, o período de entrega é marcado por uma corrida contra o tempo que pode resultar em erros de preenchimento ou na perda total do prazo. Para quem não cumprir a agenda, as consequências financeiras são imediatas. A multa por atraso começa no valor mínimo de R$ 165,74 e pode escalar significativamente, chegando a até 20% do valor do imposto devido, além de juros calculados com base na taxa Selic. Manter a regularidade fiscal é fundamental para evitar o bloqueio do CPF e outras restrições administrativas em contas bancárias e concursos públicos.

Diante do volume de dados que ainda precisam ser processados, o Fisco tem incentivado o uso da declaração pré-preenchida como a principal ferramenta para mitigar o risco de erros e agilizar o envio. Este ano, aproximadamente 60% dos brasileiros que já declararam optaram por essa modalidade. A grande vantagem é que o sistema puxa automaticamente informações de diversas fontes, como rendimentos informados por empresas, despesas médicas comunicadas por planos de saúde e profissionais liberais, além de dados sobre imóveis e movimentações bancárias. Em 2026, houve a ampliação dessas informações automáticas, incluindo agora detalhes sobre renda variável e o registro de empregados domésticos.

Para utilizar a facilidade da declaração pré-preenchida, o cidadão precisa possuir uma conta no portal Gov.br com nível de segurança "prata" ou "ouro". Este requisito visa garantir a proteção dos dados sensíveis do contribuinte através de autenticação por biometria ou integração com instituições bancárias parceiras. No entanto, mesmo com a automação facilitada, a Receita Federal faz um alerta crucial: a responsabilidade final pela veracidade das informações é inteiramente do contribuinte. É indispensável revisar cada campo importado e verificar se há divergências nos valores de bens, contas correntes e dependentes, sob risco de retenção na malha fina por informações defasadas de terceiros.

O cenário para 2026 também traz critérios específicos de obrigatoriedade que abrangem uma parcela significativa da população. Estão obrigados a declarar, entre outros perfis, aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano-calendário de 2025 ou que possuem posse de bens e direitos, como imóveis e veículos, que somem mais de R$ 800 mil. Além disso, regras específicas para quem possui bens no exterior ou realizou atualizações de capital conforme a Lei nº 14.973/2024 também estão em vigor. Nas próximas horas, a expectativa é de que o sistema registre picos de milhões de envios por hora, exigindo paciência e atenção redobrada dos retardatários.

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