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Ataque com drone deixa adolescente ferido por granada na Zona Norte do Rio de Janeiro

Família relata que explosivo foi lançado por dispositivo aéreo em Brás de Pina; jovem sofreu fratura exposta e está internado.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 19:003 min
Ataque com drone deixa adolescente ferido por granada na Zona Norte do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução
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Um jovem de 15 anos foi hospitalizado após ser atingido por uma granada que, segundo familiares, foi lançada por um drone na Zona Norte do Rio. O incidente ocorreu em meio a uma guerra entre facções criminosas na região de Brás de Pina, gerando revolta e protestos da comunidade local.

Um episódio de extrema violência chocou os moradores da Zona Norte do Rio de Janeiro na noite da última sexta-feira (29). Um adolescente de apenas 15 anos foi atingido por estilhaços de uma granada enquanto caminhava na região da comunidade da Caixa D'Água, situada entre as localidades do Quitungo e da Guaporé, em Brás de Pina. O caso ganha contornos ainda mais alarmantes devido ao relato da família da vítima, que afirma que o artefato explosivo foi lançado por um drone que sobrevoava o local no momento do incidente. O jovem estava prestes a se reunir com seus familiares para um lanche quando a tragédia ocorreu, interrompendo a rotina de uma noite que deveria ser de lazer.

De acordo com os depoimentos colhidos pela vizinhança e por parentes próximos, o rapaz teria avistado o dispositivo não tripulado pouco antes da detonação. A mãe do adolescente acredita que o uso de um casaco com capuz por parte do filho pode ter levado os operadores do drone a confundirem o jovem com algum integrante de facções criminosas que atuam na região. A gravidade dos ferimentos foi imediata: o jovem sofreu uma fratura exposta em uma das pernas e apresentava diversas lesões na outra extremidade inferior devido aos estilhaços. Ele foi prontamente socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde seu quadro clínico é considerado estável após passar por procedimentos emergenciais, embora ainda aguardasse por novas intervenções cirúrgicas.

A região onde o crime ocorreu enfrenta uma semana de intensos conflitos armados e instabilidade. As comunidades de Brás de Pina e adjacências tornaram-se o epicentro de uma violenta disputa territorial entre facções rivais do tráfico de drogas: o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A guerra por pontos de venda de entorpecentes tem causado tiroteios constantes, que já resultaram em pelo menos uma morte confirmada nos dias que antecederam o ataque ao adolescente. O uso de tecnologias como drones para ataques com explosivos representa uma escalada perigosa e sofisticada nas táticas do crime organizado ou de grupos paramilitares, elevando o risco para a população civil que reside nessas áreas de confronto.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) confirmou que agentes do 16º BPM (Olaria) foram acionados diretamente no hospital para registrar a entrada do ferido. Em depoimento preliminar aos policiais, a vítima reiterou a versão de que o explosivo caiu do céu, reforçando a tese da utilização do drone. A ocorrência foi oficialmente encaminhada para a 22ª DP (Penha), que ficará responsável por conduzir as investigações. A perícia e a busca por imagens de câmeras de segurança, além de depoimentos de outras testemunhas, serão fundamentais para identificar a autoria do lançamento e confirmar a procedência do equipamento utilizado no ataque.

Como forma de indignação e clamor por justiça, moradores da Penha e de Brás de Pina organizaram um protesto pacífico na manhã deste sábado (30). Com cartazes que estampavam frases como "parem de bombardear nossas crianças" e "deixa nossas crianças brincarem em paz", a comunidade manifestou o esgotamento diante da violência desenfreada que agora utiliza métodos aéreos para espalhar o terror. A situação coloca em xeque a segurança pública local e levanta um debate urgente sobre o controle de drones e a proteção de inocentes em zonas de vulnerabilidade social. O desdobramento deste caso será acompanhado de perto pelas autoridades, enquanto a família foca na recuperação física e psicológica do adolescente ferido.

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