Economia

Real Madrid se torna o clube mais valioso do mundo com faturamento histórico de US$ 1,2 bilhão

Equipe espanhola atinge avaliação recorde de US$ 9,5 bilhões e supera faturamento de gigantes da NFL em novo levantamento da Forbes.

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Redação 360 Notícia
30 de maio de 2026 às 13:003 min
Real Madrid se torna o clube mais valioso do mundo com faturamento histórico de US$ 1,2 bilhão
Foto: Reprodução
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O Real Madrid manteve o posto de clube mais valioso do mundo, atingindo a avaliação recorde de US$ 9,5 bilhões. Pela primeira vez na história, uma equipe esportiva superou a marca de US$ 1,2 bilhão em receita anual, superando gigantes da NFL e consolidando o domínio financeiro europeu.

O Real Madrid consolidou sua hegemonia global não apenas nos gramados, mas também no campo financeiro, ao liderar o mais recente ranking da revista Forbes sobre os clubes de futebol mais valiosos do planeta. De acordo com o levantamento referente ao ciclo de 2024/25, a agremiação merengue atingiu uma avaliação de mercado impressionante de US$ 9,5 bilhões (aproximadamente R$ 47,8 bilhões). Mais do que o valor de face, o clube espanhol estabeleceu um recorde histórico ao registrar uma receita de US$ 1,27 bilhão no período, tornando-se a primeira equipe esportiva da história a ultrapassar a marca do bilhão em faturamento anual desde que a Forbes iniciou seus registros estatísticos no esporte.

Este desempenho financeiro extraordinário do Real Madrid reflete um crescimento de 12% em comparação ao ano anterior, superando inclusive gigantes de outras modalidades, como o Dallas Cowboys, franquia da NFL que tradicionalmente ocupa os topos de listas de riqueza mundial. A distância para o segundo colocado no futebol, o rival Barcelona, é de cerca de US$ 2 bilhões, um fosso financeiro que evidencia estratégias de gestão distintas. Enquanto o clube catalão luta para equilibrar suas contas diante de crises recentes, o Real Madrid colhe os frutos de uma gestão focada na globalização da marca e na diversificação de fontes de renda, sustentando a liderança desse ranking pelo quinto ano consecutivo.

A valorização dos clubes de futebol como ativos de investimento é uma tendência clara no cenário contemporâneo. A média de avaliação dos 30 times mais poderosos do mundo subiu para US$ 2,9 bilhões, representando uma alta de 21% em relação ao levantamento anterior. Para o leitor brasileiro e observadores do mercado esportivo, esse movimento explica o avanço das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil, que tentam mimetizar modelos de governança europeus para atrair capital estrangeiro. No exterior, esse fenômeno é capitaneado por investidores norte-americanos; atualmente, mais de 50% das equipes da Premier League inglesa pertencem a fundos ou empresários dos Estados Unidos, que enxergam no futebol europeu um potencial de rentabilidade superior a ligas domésticas já saturadas.

Outro pilar fundamental dessa explosão de valor é a modernização da infraestrutura, especificamente o conceito de "arenas multiuso". O Real Madrid recentemente finalizou a bilionária reforma do Estádio Santiago Bernabéu, transformando-o em uma máquina de fazer dinheiro capaz de operar 365 dias por ano com eventos, shows e conferências, além das partidas de futebol. Seguindo essa trilha, outros gigantes como o Everton, com seu novo estádio, e projetos em andamento no Barcelona (Camp Nou), Manchester United (Old Trafford) e nas equipes de Milão, buscam maximizar a receita de "matchday" (dia de jogo) e explorar comercialmente o patrimônio imobiliário dos clubes.

Olhando para o futuro, a tendência é de que o abismo entre os clubes mais ricos e o restante do ecossistema continue a crescer. O ranking da Forbes já mostra a ascensão de clubes dos Estados Unidos, como Inter Miami e LAFC, que figuram no Top 20 graças ao "efeito Messi" e ao fortalecimento da MLS com a proximidade da Copa do Mundo de 2026. Para os clubes europeus tradicionais, o desafio será manter o equilíbrio entre tradição e a necessidade de se tornarem conglomerados de entretenimento globais. O sucesso do Real Madrid serve como o modelo de referência definitivo: vitórias em campo, como a recente 15ª Champions League, funcionam como o combustível perfeito para contratos de patrocínio recordes e a valorização contínua de sua marca em mercados emergentes.

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