PMs detidos em Manaus circulavam sem escolta por mercados e lojas
Agentes detidos por crimes graves foram filmados circulando livremente por comércios e áreas de lazer na capital amazonense.

Investigação revela que policiais presos em Manaus tinham liberdade para fazer compras e jogar futebol sem escolta. Unidade foi desativada após denúncias de corrupção e falta de controle.
Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Amazonas revelou um esquema de extrema liberdade concedida a policiais militares custodiados em Manaus. Registros de câmeras de monitoramento mostram que os detentos deixavam o núcleo prisional da corporação sem qualquer vigilância para realizar atividades cotidianas, como frequentar supermercados, lojas de departamento e até participar de partidas de futebol em quadras de escolas próximas. Estima-se que dezenas de presos possuíam uma autorização informal para circular, o que transformou a unidade em um local sem qualquer controle efetivo do Estado.
De acordo com os promotores, os presos, que respondem por crimes graves como tráfico de drogas, homicídios e comércio ilegal de armamentos, chegavam a pagar valores em dinheiro para facilitar as saídas irregulares. O cenário foi descrito como uma "colônia de férias", onde churrascos e o uso livre de aparelhos celulares eram comuns. Em alguns casos, a autonomia era tamanha que os detentos utilizavam esse tempo nas ruas para gerenciar a venda ilícita de produtos, enquanto oficialmente constavam como cumprindo pena em regime fechado.
Após a divulgação do escândalo e da constatação de que o local não possuía arquitetura ou protocolo de segurança adequados, o governo estadual determinou o fechamento imediato do núcleo prisional. Todos os 71 internos foram remanejados para uma estrutura dentro de um complexo penitenciário convencional, visando garantir o isolamento necessário. A Polícia Militar informou que substituiu o comando do antigo presídio e que investigações administrativas foram abertas para punir os envolvidos nas negligências e favorecimentos detectados.




