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PL aguarda oficialização da desistência de Cláudio Castro da disputa ao Senado

Pressionado por operações da PF e isolamento político, ex-governador deve anunciar saída da chapa para focar em sua defesa jurídica.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 11:003 min
PL aguarda oficialização da desistência de Cláudio Castro da disputa ao Senado
Foto: Reprodução
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A cúpula do Partido Liberal aguarda a desistência oficial de Cláudio Castro da disputa ao Senado após novas operações da Polícia Federal e desgastes jurídicos. O recuo visa proteger as candidaturas de Douglas Ruas e Flávio Bolsonaro, abrindo espaço para novos nomes na chapa fluminense.

O cenário político do Rio de Janeiro e a estratégia eleitoral do Partido Liberal (PL) sofrem uma reviravolta significativa com a iminente desistência de Cláudio Castro da corrida por uma vaga no Senado Federal. A cúpula nacional e regional da legenda aguarda para as próximas horas o anúncio oficial do ex-governador, que deve formalizar seu recuo após uma série de pressões internas e o agravamento de sua situação jurídica. Embora Castro tenha tentado manter sua pré-candidatura apesar de estar inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde março, a recente intensificação de operações policiais e investigações sobre sua gestão tornaram sua manutenção no pleito um ônus político considerado insustentável pelos estrategistas do partido.

O isolamento político de Castro consolidou-se em um curto período, especialmente após a deflagração de uma operação da Polícia Federal na última terça-feira (26). Esta foi a segunda ação de busca e apreensão direcionada ao ex-governador em um intervalo de menos de quinze dias, somando-se à ofensiva anterior realizada em 15 de maio no contexto do chamado "Caso Refit". O cerco jurídico apertou de forma definitiva com a queda do sigilo das investigações relativas aos investimentos bilionários do RioPrevidência junto ao Banco Master. De acordo com os relatórios da PF, as suspeitas recaem sobre a relação pessoal entre Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que teria sido o canal para viabilizar aplicações financeiras consideradas irregulares pelo Ministério Público, gerando um prejuízo potencial aos cofres públicos fluminenses.

Para o PL, a saída de Cláudio Castro não é apenas uma questão de probidade, mas de sobrevivência eleitoral em múltiplas frentes. A avaliação interna é que a insistência do ex-governador estava "contaminando" os palanques da legenda. No âmbito estadual, a chapa liderada por Douglas Ruas sofria o desgaste direto de estar associada a uma figura sob constante escrutínio policial. No plano nacional, o impacto era ainda mais sensível: a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro já se encontrava na defensiva devido aos questionamentos sobre o financiamento de investidores ligados ao Banco Master em projetos culturais sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O temor era que a permanência de Castro servisse como munição constante para adversários, vinculando a estrutura do partido a escândalos de corrupção e gestão temerária.

A narrativa oficial que deve ser adotada para justificar o recuo é de que o ex-governador pretende se dedicar integralmente à sua defesa jurídica nos tribunais. Castro mantém o discurso de que é vítima de injustiças, mas o pragmatismo político do PL já superou essa retórica. Com a vaga ao Senado agora oficialmente em aberto no Rio de Janeiro, o partido inicia uma nova fase de negociações para escolher um substituto que possua densidade eleitoral e, preferencialmente, menos passivos jurídicos. Os nomes mais cotados para assumir o posto na chapa são os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, ambos com forte penetração nas bases conservadoras e religiosas que formam o núcleo duro do eleitorado da legenda no estado.

A desistência de Castro representa um marco na reorganização das forças políticas no Rio de Janeiro para as próximas eleições. Para o eleitor brasileiro, o caso exemplifica como o desenrolar de investigações criminais e as pressões partidárias podem alterar drasticamente o tabuleiro eleitoral muito antes do início oficial da campanha. Os próximos passos incluirão não apenas a oficialização do novo nome pelo PL, mas também o acompanhamento dos desdobramentos judiciais que Castro enfrentará agora sem o capital político de uma candidatura. O impacto dessa saída deve ser sentido também nas alianças proporcionais, forçando outros partidos da base aliada a reverem suas estratégias de apoio e distanciamento diante da crise reputacional que envolve o grupo político do ex-governador.

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