Perimenopausa é período crítico para prevenção de doenças cardíacas em mulheres
Transição para a menopausa aumenta riscos cardíacos e exige atenção imediata ao estilo de vida das mulheres.

Estudo da Associação Americana do Coração revela que a perimenopausa dobra riscos cardiovasculares, enquanto alerta sobre prolapso pélvico mostra desinformação feminina.
Um novo estudo divulgado pela Associação Americana do Coração aponta que a perimenopausa — o período de transição que antecede a menopausa — é uma fase determinante para a saúde cardiovascular feminina. Pesquisadores analisaram dados de mais de 9 mil mulheres e identificaram que, nessa etapa, as chances de apresentar índices baixos de saúde cardíaca dobram em relação àquelas com ciclos menstruais estáveis. A queda nos níveis de estrogênio impacta negativamente fatores como colesterol, pressão arterial e controle glicêmico.
A avaliação utilizou como métrica os oito pilares essenciais da saúde cardiovascular, que incluem desde hábitos alimentares e prática de exercícios até qualidade do sono e gestão de peso. Os dados revelaram que as pontuações médias caem gradualmente conforme a mulher avança em seu estágio reprodutivo. Um ponto de atenção destacado pelos especialistas é a alimentação, que registrou as piores notas em todas as fases, enquanto o sono, embora mantenha duração constante, sofre com a perda de qualidade relatada pelas pacientes.
Paralelamente, outra pesquisa realizada pela organização Orlando Health alerta para o impacto do prolapso de órgãos pélvicos, condição que atinge cerca de metade da população feminina ao longo da vida. O problema ocorre pela fraqueza muscular na região pélvica, podendo causar dor crônica e incontinência. No entanto, o estudo revela um preocupante desconhecimento: muitas mulheres acreditam erroneamente que esses sintomas são consequências normais do envelhecimento ou restritos a quem já passou por gestações.
Especialistas reforçam que tanto os riscos cardíacos na perimenopausa quanto as condições pélvicas possuem formas de intervenção eficazes. No caso cardiovascular, a fase de transição é vista como uma janela crucial para mudanças no estilo de vida. Já para o prolapso genital, procedimentos cirúrgicos modernos e minimamente invasivos podem corrigir a sustentação dos órgãos e devolver a qualidade de vida, combatendo o silêncio e o estigma que ainda cercam a saúde íntima feminina.




