Economia

ONS eleva projeção de consumo de energia e prevê mais chuvas no Sul em maio

Com alta revisada para 1,2% na demanda, país também vê melhora nas projeções de chuvas para os reservatórios do Sul e Sudeste.

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Redação 360 Notícia
22 de maio de 2026 às 15:003 min
ONS eleva projeção de consumo de energia e prevê mais chuvas no Sul em maio
Foto: Reprodução
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O Operador Nacional do Sistema Elétrico revisou para cima a demanda de energia para maio, projetando alta de 1,2%. A melhora nas chuvas na região Sul e a estabilidade dos reservatórios no Sudeste garantem segurança energética e reduzem o risco de acionamento de usinas térmicas mais caras.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou recentemente as suas projeções para o comportamento da rede energética brasileira durante o mês de maio. De acordo com o novo relatório divulgado pelo órgão, a expectativa é de que o consumo de energia elétrica no país registre uma alta de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa nova estimativa representa um salto considerável em relação aos cálculos feitos na semana anterior, quando o crescimento previsto para o mês era de apenas 0,4%. Em números absolutos, a demanda nacional deve atingir a marca de 79.634 megawatts médios (MWmed), refletindo um dinamismo maior do que o inicialmente antecipado pelos especialistas do setor.

A revisão para cima no consumo de eletricidade é um dado fundamental para analistas de mercado e gestores públicos, pois a carga de energia funciona como um termômetro da atividade produtiva. Esse aumento pode ser atribuído a uma combinação de fatores, que vão desde a aceleração da produção industrial e o aquecimento do setor de serviços até as condições climáticas. No Brasil, temperaturas acima da média histórica em determinadas regiões costumam impulsionar o uso de aparelhos de climatização, elevando a pressão sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN). Além disso, a manutenção de um ritmo de crescimento econômico exige que a infraestrutura energética esteja preparada para suportar o pico de demanda sem comprometer a estabilidade do fornecimento.

Paralelamente à demanda, o ONS trouxe notícias importantes sobre a oferta, especialmente no que diz respeito ao regime de chuvas, que é o principal combustível das hidrelétricas brasileiras. O destaque fica para a região Sul, que teve uma revisão positiva drástica: a expectativa de afluência (volume de água que chega aos reservatórios) saltou de 87% para 101% da média histórica. Esse excedente hídrico na porção meridional do país é estratégico para o equilíbrio do sistema, pois permite que as hidrelétricas operem com maior eficiência, reduzindo a dependência de fontes complementares e minimizando o risco de crises de abastecimento em épocas de estiagem.

Nas outras regiões, o cenário hídrico apresentou variações mistas, mas majoritariamente otimistas. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que funciona como a "caixa d’água" do Brasil por concentrar os maiores reservatórios, a previsão de chuvas subiu levemente de 83% para 85% da média histórica. No Nordeste, a projeção também melhorou, passando de 52% para 54%. A única exceção negativa foi registrada no Norte do país, onde a estimativa de afluência recuou de 81% para 78%. Apesar desse pequeno revés no Norte, o panorama geral indica que os níveis dos reservatórios permanecem em patamares seguros. No Sudeste/Centro-Oeste, por exemplo, a previsão é encerrar o mês com 66,3% de armazenamento, nível considerado confortável para garantir a segurança energética nos meses seguintes.

Para o consumidor brasileiro e para a economia como um todo, o aumento da oferta hídrica em conjunto com a gestão eficiente dos reservatórios tende a segurar os preços da conta de luz. Quando as hidrelétricas possuem água suficiente para gerar energia, o governo e as agências reguladoras evitam o acionamento das usinas termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e encarecem o custo de produção, gerando as conhecidas bandeiras tarifárias amarelas ou vermelhas. Assim, embora o consumo esteja crescendo, o fortalecimento das reservas hídricas no Sul e a estabilidade no Sudeste sugerem que o Brasil atravessa o mês de maio com uma margem de segurança robusta, favorecendo tanto a competitividade da indústria quanto o bolso das famílias.

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