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Novo comando: Carlos Henrique Perpétuo Braga assume presidência do TRE-MG para o biênio das eleições gerais

Desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga assume o comando da corte mineira com o desafio de coordenar o segundo maior colégio eleitoral do país no pleito de 2026.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
9 de junho de 2026 às 11:003 min
Novo comando: Carlos Henrique Perpétuo Braga assume presidência do TRE-MG para o biênio das eleições gerais
Foto: Reprodução
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O desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) nesta segunda-feira (8), iniciando o mandato que coordenará as eleições gerais de 2026.

Em uma cerimônia solene realizada nesta segunda-feira (8), o desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga assumiu oficialmente a presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A troca de comando marca o início de um ciclo estratégico para a Justiça Eleitoral mineira, uma vez que a nova gestão será a responsável direta pela organização, fiscalização e execução do pleito geral de 2026 no estado. Ao lado de Braga, o desembargador Sálvio Chaves também foi empossado, acumulando as funções de vice-presidente e corregedor regional eleitoral, completando a cúpula diretiva que conduzirá o tribunal pelos próximos dois anos.

A ascensão de Carlos Henrique Perpétuo Braga à presidência ocorre em conformidade com as normas da Justiça Eleitoral brasileira, que estabelecem um sistema de rodízio e mandatos fixos para os cargos de direção. Eleitos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ainda em abril deste ano, os magistrados exercerão suas funções até junho de 2027. O novo presidente sucede o desembargador Júlio César Lorens, que esteve à frente da corte mineira no período entre junho de 2025 e junho de 2026. Vale destacar que Braga já possuía uma atuação ativa na administração anterior, onde desempenhou os papéis de vice-presidente e corregedor, o que garante uma transição baseada na continuidade administrativa e no conhecimento profundo dos processos internos do tribunal.

O principal desafio da gestão que se inicia agora é a complexa engenharia logística e jurídica exigida pelas eleições de outubro de 2026. Minas Gerais, sendo o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e possuindo o maior número de municípios, demanda um planejamento rigoroso para garantir a integridade do voto e a segurança das urnas eletrônicas em todas as suas zonas eleitorais. Sob o comando de Perpétuo Braga, o TRE-MG terá a missão de coordenar o registro de candidaturas, gerir o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em nível estadual, além de combater crimes eleitorais e a disseminação de notícias falsas, que têm se tornado um tema central nos debates sobre a democracia contemporânea.

Além da esfera administrativa, a nova presidência assume o compromisso de fortalecer o diálogo com a sociedade civil e com os partidos políticos. A Corregedoria Regional Eleitoral, agora sob a responsabilidade de Sálvio Chaves, terá papel fundamental na fiscalização da conduta de candidatos e na regularidade do cadastro de eleitores, assegurando que o processo democrático transcorra dentro da mais estrita legalidade. O modelo de governança do TRE, composto por desembargadores oriundos do tribunal estadual, juízes de direito, juízes federais e advogados indicados, visa proporcionar uma visão multidisciplinar e imparcial sobre os conflitos que surgem durante o período eleitoral.

Com a posse consolidada, os próximos passos da nova diretoria incluem o estabelecimento do cronograma de metas para o biênio 2024-2026. Entre as prioridades imediatas estão o aprimoramento tecnológico dos sistemas de biometria e o reforço no treinamento de milhares de mesários e servidores que atuarão no dia da votação. A gestão de Carlos Henrique Perpétuo Braga terá a responsabilidade de reafirmar a transparência do sistema eletrônico de votação e promover campanhas de conscientização para o eleitorado mineiro, visando reduzir as taxas de abstenção e estimular a participação consciente dos cidadãos mineiros no destino político do país e do estado no próximo pleito.

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