Montanhista suíço morre e idosa de 99 anos é resgatada nas trilhas do Monte Fuji
O incidente registra o segundo óbito da temporada no Japão; no mesmo dia, idosa em situação de risco foi salva pelas equipes de emergência.
Um montanhista suíço faleceu no Monte Fuji, elevando o balanço de mortes na temporada. No mesmo período, uma idosa de 99 anos foi resgatada pelas equipes de emergência.
As autoridades japonesas confirmaram, nesta sexta-feira (24), a morte de um montanhista de nacionalidade suíça durante uma expedição no Monte Fuji. O incidente marca o segundo óbito registrado na montanha mais alta do Japão desde o início da atual temporada de escaladas, iniciada no começo de julho. Paralelamente à tragédia, as equipes de socorro realizaram uma operação bem-sucedida para resgatar uma mulher japonesa de 99 anos que enfrentava dificuldades físicas enquanto realizava o percurso em uma das trilhas mais famosas do país, evidenciando os riscos e a diversidade de público que frequenta o local anualmente.
O Monte Fuji, um dos ícones culturais e geográficos mais importantes do mundo, atrai centenas de milhares de visitantes durante os meses de verão, quando as condições climáticas permitem a subida até o cume. No entanto, o aumento do número de turistas e a busca por experiências extremas têm sobrecarregado os serviços de emergência locais. O montanhista suíço, cuja identidade detalhada ainda não foi divulgada integralmente pela polícia da província de Yamanashi, teria sofrido um mal súbito em uma das estações elevadas, vindo a falecer antes mesmo da chegada de suporte médico avançado ou do transporte para uma unidade hospitalar no sopé da montanha.
Em um contraste notável de eventos, o resgate da idosa de 99 anos chamou a atenção pela idade avançada da pedestre. Segundo os relatórios das equipes de proteção civil, a mulher apresentava sinais de exaustão extrema e desidratação em um ponto crítico da trilha. O salvamento exigiu uma logística específica para garantir a integridade física da cidadã, que foi encaminhada para observação médica. Este caso levanta discussões sobre os limites físicos recomendados para a prática do montanhismo em altitudes elevadas, onde a pressão atmosférica reduzida e as mudanças bruscas de temperatura podem ser fatais para grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades.
A segurança no Monte Fuji tem sido uma preocupação crescente para o governo japonês. Recentemente, medidas restritivas foram implementadas, incluindo a cobrança de taxas de acesso e a imposição de limites diários de escaladores em determinadas rotas para evitar o fenômeno conhecido como "engarrafamento humano". O excesso de pessoas nas trilhas não apenas degrada o meio ambiente, mas também atrasa operações de resgate e aumenta a probabilidade de acidentes por fadiga ou exposição prolongada aos elementos. A morte do turista suíço reforça a necessidade de preparação rigorosa e respeito aos protocolos de segurança estabelecidos pelos guias e órgãos de controle.
Para os próximos meses de temporada, a polícia e as prefeituras responsáveis pela gestão do monte planejam intensificar as campanhas de conscientização. O foco será alertar os visitantes sobre a importância de equipamentos adequados, vestuário térmico e, principalmente, a autoavaliação das condições de saúde antes de iniciar a subida. As autoridades também estudam a possibilidade de monitoramento mais rígido das condições físicas dos escaladores que ultrapassam certas faixas etárias ou que demonstram despreparo técnico evidente. As investigações sobre a causa exata da morte do europeu continuam, enquanto o país tenta equilibrar a recepção turística com a preservação da vida nas encostas do vulcão.

