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Turista suíço morre durante escalada no Monte Fuji; japonesa de 99 anos é resgatada com vida

Temporada de escalada no vulcão japonês registra segunda morte e resgate histórico de idosa.

Redação 360 Notícia
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24 de julho de 2026 às 21:003 min
Turista suíço morre durante escalada no Monte Fuji; japonesa de 99 anos é resgatada com vida
Foto: Reprodução
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Uma fatalidade envolvendo um suíço de 58 anos e o resgate de uma idosa de 99 anos marcam o início da temporada de escalada no Japão. Veja detalhes e riscos.

O Monte Fuji, um dos destinos turísticos mais emblemáticos do Japão e um dos picos mais cobiçados por alpinistas de todo o mundo, registrou uma nova fatalidade logo no início da temporada de escaladas de 2024. Um turista de nacionalidade suíça, com 58 anos de idade, faleceu enquanto tentava atingir o cume da montanha. Este incidente marca a segunda morte confirmada no local desde que as trilhas foram oficialmente abertas ao público para o verão japonês, acendendo um alerta nas autoridades locais sobre as condições de segurança e o preparo físico necessário para enfrentar o desafio da altitude.

De acordo com informações fornecidas pelas equipes de resgate e autoridades da província, o alpinista europeu estava subindo o monte quando sofreu um mal-estar súbito. Apesar dos esforços de primeiros socorros realizados por outros montanhistas e da rápida mobilização das equipes de emergência, o óbito foi constatado ainda na montanha. A causa exata da morte ainda será detalhada por exames periciais, mas casos semelhantes no Monte Fuji costumam estar associados a problemas cardiovasculares ou ao mal da montanha severo, agravado pelo esforço físico intenso em baixas concentrações de oxigênio.

Em um contraste notável de resiliência, a mesma região do Monte Fuji foi palco de uma operação de resgate bem-sucedida envolvendo uma cidadã japonesa de 99 anos. A idosa, que demonstrava um vigor incomum para sua idade ao se aventurar na subida, acabou sofrendo um ferimento durante o trajeto. Diante da lesão e da impossibilidade de continuar ou descer com segurança, ela precisou passar a noite protegida em um dos abrigos de montanha distribuídos pelas estações de escalada. Na manhã seguinte, as equipes de socorro conseguiram retirá-la do local e encaminhá-la para cuidados médicos especializados, onde seu quadro foi estabilizado.

Esses episódios ocorrem em um momento de transição nas políticas de acesso ao Monte Fuji. Devido ao excesso de visitantes e aos riscos ambientais e de segurança, as autoridades japonesas implementaram recentemente medidas mais rigorosas de controle, incluindo a cobrança de taxas de entrada e um limite diário de alpinistas em certas rotas de acesso. A medida visa evitar o congestionamento nas trilhas, o que muitas vezes retarda as operações de resgate em situações críticas. As estatísticas mostram que, embora a temporada seja curta — durando geralmente de julho a início de setembro —, o volume de incidentes médicos é proporcionalmente alto entre turistas estrangeiros que subestimam as condições meteorológicas variáveis da região.

Especialistas em montanhismo reforçam que a subida do Fuji, embora não exija técnicas avançadas de escalada em rocha, é um teste de resistência física que exige aclimatação adequada. A diferença de temperatura entre a base e o topo pode ultrapassar os 20 graus Celsius, e os ventos fortes são constantes. Para os próximos meses, a segurança no vulcão continuará sob vigilância apertada, com as prefeituras de Yamanashi e Shizuoka reiterando a necessidade de os visitantes utilizarem equipamentos apropriados e respeitarem os horários de subida para evitar pernoites improvisados em áreas desprotegidas fora dos refúgios oficiais.

O governo japonês informou que continuará monitorando o fluxo de turistas e coletando dados sobre as ocorrências médicas para avaliar se novas restrições serão necessárias nas temporadas futuras. O foco atual é garantir que a tradição de subir o Monte Fuji para assistir ao nascer do sol não se torne uma tragédia recorrente. Enquanto a família do turista suíço recebe assistência consular para os trâmites de repatriação, o caso da idosa de 99 anos serve como um lembrete da imprevisibilidade da natureza e da importância vital das estruturas de apoio instaladas ao longo das rotas de trilha.

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