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Em entrevista, Mateus Simões projeta transformação no sistema de saúde de Juiz de Fora para o próximo mandato

O atual governador e candidato à reeleição, Mateus Simões, destacou projetos de infraestrutura hospitalar e reestruturação do atendimento médico na Zona da Mata.

Antonio Marcos de Souza
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Antonio Marcos de Souza
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 08:003 min
Em entrevista, Mateus Simões projeta transformação no sistema de saúde de Juiz de Fora para o próximo mandato
Foto: Reprodução
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Em sabatina para a televisão em Juiz de Fora, o governador de Minas Gerais e candidato à reeleição detalhou planos para a saúde e infraestrutura regional.

O cenário político mineiro ganha novos contornos com a intensificação das agendas dos pré-candidatos ao governo do estado para o próximo pleito. Nesta quinta-feira (3), o atual governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), participou de uma sabatina nos estúdios da TV Integração, em Juiz de Fora. Durante a rodada de perguntas, o chefe do Executivo estadual detalhou suas metas para o próximo mandato, com foco especial na reestruturação da rede pública de saúde na região da Zona da Mata e do Campo das Vertentes, prometendo uma transformação estrutural nos serviços oferecidos à população local nos próximos anos.

A participação de Simões integra uma série de entrevistas com os nomes mais bem posicionados nas recentes pesquisas de intenção de voto. O contexto da sabatina é marcado por uma tentativa de aproximação com o eleitorado do interior mineiro, área estratégica para qualquer projeto político de nível estadual. Durante os 30 minutos de conversa, o candidato buscou destacar os avanços de sua atual gestão, ao mesmo tempo em que reconheceu gargalos históricos que ainda afetam o atendimento médico especializado e a infraestrutura hospitalar de Juiz de Fora e municípios vizinhos.

Um dos pontos centrais da fala do governador foi a promessa de entregar uma "saúde completamente diferente" para a Zona da Mata. Ele enfatizou a importância de acordos firmados para a construção e ampliação de unidades hospitalares, citando especificamente o projeto para um novo Hospital de Pronto Socorro. Segundo Simões, a descentralização dos serviços é a chave para reduzir as filas e o tempo de espera por cirurgias eletivas, problema que tem sido recorrente em diversas regiões do estado. O candidato defendeu que a integração entre a rede municipal e estadual é o caminho viável para otimizar os recursos públicos e garantir o atendimento de alta complexidade.

Além da saúde, a entrevista abordou outros eixos do plano de governo, como o desenvolvimento econômico regional e a segurança pública. Simões foi questionado sobre como pretende equilibrar as contas do estado mantendo o ritmo de investimentos em infraestrutura viária, tema sensível para os produtores rurais do Campo das Vertentes. O atual governador reiterou a necessidade de continuidade das reformas administrativas, argumentando que a estabilidade fiscal alcançada em seu mandato atual permite agora projetar investimentos mais audaciosos para os próximos quatro anos, sem comprometer a folha de pagamento dos servidores estaduais.

A série de entrevistas da TV Integração já contou com a presença de outros nomes de peso na disputa, como Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT), evidenciando a pluralidade de visões para o futuro de Minas Gerais. O candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos) esteve ausente da rodada, enquanto a agenda segue no próximo sábado (5) com a participação de Gabriel Azevedo (MDB). Este ciclo de debates é fundamental para que o eleitor mineiro possa comparar as trajetórias e as propostas dos postulantes ao Palácio Tiradentes, especialmente em um momento de grandes desafios logísticos e sociais no estado.

Os próximos passos da campanha de Mateus Simões devem incluir novas visitas a polos regionais de Minas Gerais, visando consolidar sua base de apoio. A equipe do governador aposta na vitrine das obras em andamento para convencer o eleitor de que a reeleição representa a manutenção da ordem administrativa. Por outro lado, a oposição deve intensificar as críticas aos pontos onde a atual gestão é considerada deficitária, transformando o debate sobre a eficiência da máquina pública no principal pilar da corrida eleitoral de 2026. A repercussão dessas entrevistas serve como termômetro para os partidos ajustarem suas estratégias antes do início oficial do período de propaganda eleitoral.

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Autor: Antonio Marcos de Souza

Publicado: 7 de setembro de 2026 às 08:00

Atualizado: 7 de setembro de 2026 às 08:00

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