Economia

Monitoramento de fintechs é fundamental para asfixiar finanças do crime, afirma Fazenda

Dario Durigan destaca que vigilância sobre o setor digital ataca o "oxigênio" financeiro de grupos criminosos e garante maior integridade ao sistema.

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Redação 360 Notícia
28 de maio de 2026 às 13:003 min
Monitoramento de fintechs é fundamental para asfixiar finanças do crime, afirma Fazenda
Foto: Reprodução
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou como a fiscalização rigorosa sobre as fintechs tem asfixiado o financiamento do crime organizado. A estratégia foca no monitoramento do 'andar de cima', atacando o poder econômico de grupos ilícitos por meio de inteligência financeira.

O Ministério da Fazenda destacou, em pronunciamento oficial nesta quinta-feira (28), os avanços significativos obtidos no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades ilícitas por meio da vigilância sobre o setor de tecnologia financeira. O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, enfatizou que o aprimoramento do monitoramento das fintechs — empresas que operam serviços bancários e de pagamento via plataformas digitais — tornou-se um pilar estratégico para desestruturar as finanças de grupos criminosos. Segundo a pasta, a capacidade de rastrear fluxos de capital de forma mais ágil permitiu atingir o chamado "andar de cima" do crime organizado, atacando diretamente a estrutura logística e econômica que sustenta essas organizações.

A ascensão das fintechs no Brasil, impulsionada por políticas de desburocratização e inovação como o Pix e o Open Finance, transformou o cenário bancário nacional nos últimos anos. No entanto, a rapidez e a facilidade de abertura de contas e transações nessas plataformas também abriram brechas que foram exploradas por criminosos para ocultar a origem de recursos provenientes do tráfico de drogas, milícias e corrupção. O governo federal identificou que, sem uma regulação rígida e ferramentas de análise de dados sofisticadas, o sistema financeiro digital corria o risco de se tornar um refúgio para a movimentação de capital sujo, exigindo uma resposta coordenada entre o Banco Central, a Receita Federal e os órgãos de controle.

Dario Durigan explicou que o foco das autoridades não está apenas na apreensão de bens materiais ou no enfrentamento físico, mas sim no "oxigênio" das facções: o dinheiro. Ao cruzar informações digitais e monitorar padrões de comportamento atípicos nas contas geridas por essas empresas de tecnologia, o governo conseguiu mapear redes complexas de lavagem de capitais que antes passavam despercebidas pelos sistemas tradicionais. Essa estratégia de inteligência financeira visa asfixiar a capacidade operacional do crime, impedindo que os lucros ilícitos sejam reinvestidos em armamentos, logística ou na corrupção de agentes públicos, elevando a eficiência das investigações federais.

Para o setor de fintechs, o endurecimento do monitoramento traz desafios e responsabilidades. Embora o governo reconheça a importância dessas empresas para a inclusão financeira e a competitividade do mercado, há uma cobrança crescente por mecanismos de "Compliance" (conformidade) e "Know Your Customer" (conheça seu cliente) mais rigorosos. O impacto dessa medida no Brasil é direto: espera-se que um ambiente financeiro mais seguro atraia investimentos estrangeiros e reduza o custo de segurança para as próprias instituições, que frequentemente são vítimas de fraudes e golpes envolvendo a abertura de contas com documentos falsos ou laranjas.

Os próximos passos do Ministério da Fazenda envolvem o fortalecimento de parcerias internacionais para o rastreio de ativos digitais, uma vez que o crime organizado opera de forma transnacional. A expectativa é que novas regulamentações sejam implementadas para garantir que a inovação tecnológica não caminhe desassociada da segurança jurídica. Para o cidadão comum, o monitoramento rigoroso significa um sistema bancário mais íntegro, embora possa resultar em verificações de segurança adicionais ao utilizar serviços digitais. O governo reafirma que a prioridade é isolar o financiamento ilícito, garantindo que o desenvolvimento tecnológico do setor financeiro brasileiro continue sendo uma referência positiva global.

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