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Marido de empresária e policiais são ouvidos em caso de tortura contra doméstica no Maranhão

Investigação sobre tortura contra doméstica grávida foca em omissão de policiais e depoimentos de familiares.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 02:002 min
Marido de empresária e policiais são ouvidos em caso de tortura contra doméstica no Maranhão
Foto: Reprodução
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O marido da empresária Carolina Sthela prestou depoimento após prisão da esposa por tortura contra doméstica no Maranhão. Policiais militares que atenderam a ocorrência também são investigados por omissão e conduta irregular.

A Polícia Civil do Maranhão avançou, nesta segunda-feira (11), nas investigações sobre o caso da empregada doméstica Samara Regina, agredida e torturada em São Luís. Yuri Silva do Nascimento, marido da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos — principal suspeita do crime —, prestou depoimento e afirmou às autoridades que só teve conhecimento dos fatos após ser contatado pelo cunhado. Yuri estava com a esposa em Teresina (PI) no momento em que ela foi detida, cerca de 20 dias após o episódio de violência.

Além dos familiares, a conduta de quatro policiais militares que atenderam a ocorrência inicial passou a ser alvo de rigorosa apuração. Segundo relatos da vítima e áudios da própria empresária, os agentes teriam deixado de encaminhar Carolina à delegacia no dia do crime, mesmo diante de sinais evidentes de agressão. A vítima, que estava grávida na ocasião, afirmou que foi interrogada pelos PMs sobre um suposto furto de joia, enquanto a agressora recebia orientações para ocultar a violência física. Os policiais envolvidos já foram afastados de suas funções operacionais.

O inquérito também detalha a participação de um quinto policial militar, Michael Bruno Lopes Santos, que teria auxiliado Carolina nas torturas, utilizando inclusive uma arma de fogo para intimidar a doméstica. A empresária, que possui um histórico de mais de dez processos judiciais — incluindo condenações anteriores por calúnia e furto —, segue presa preventivamente no Complexo de Pedrinhas. A defesa alega transtornos mentais, enquanto a polícia aguarda perícias técnicas em dispositivos de vídeo da residência para reforçar as provas do caso.

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