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Rio Grande do Sul confirma dois casos de hantavirose e um óbito em 2026

Autoridades sanitárias confirmam uma morte em Paulo Bento e reforçam que contaminações rurais são independentes de surto em navio estrangeiro.

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Redação 360 Notícia
12 de maio de 2026 às 03:002 min
Rio Grande do Sul confirma dois casos de hantavirose e um óbito em 2026
Foto: Reprodução
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O Rio Grande do Sul confirmou dois casos de hantavirose em áreas rurais em 2026, incluindo uma morte. A Secretaria de Saúde afirma que as ocorrências locais não possuem vínculo com o surto registrado em um navio estrangeiro.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, nesta segunda-feira (11), a detecção de dois pacientes infectados pelo hantavírus em solo gaúcho no ano de 2026. As autoridades sanitárias ressaltam que essas transmissões ocorreram de forma isolada em regiões campestres, não apresentando qualquer vínculo epidemiológico com o surto identificado recentemente em uma embarcação de turismo que partiu da Argentina.

Os registros se concentraram nas cidades de Antônio Prado e Paulo Bento. No município da Serra, o diagnóstico foi validado por testes de laboratório, enquanto no Norte do estado, a confirmação ocorreu por critérios clínico-epidemiológicos, resultando no falecimento do enfermo. Historicamente, o Rio Grande do Sul convive com a circulação endêmica do vírus, apresentando flutuações anuais no número de casos, que variaram entre uma e nove ocorrências nos últimos seis anos.

A propagação do hantavírus no país está intrinsecamente ligada à exposição a excretas de roedores silvestres, como urina, fezes e saliva. Especialistas alertam que atividades rotineiras no campo, como a limpeza de galpões, colheitas manuais e até momentos de lazer em trilhas ou pescarias, representam situações de vulnerabilidade. Diferente do que ocorre em centros urbanos, o reservatório da doença no Brasil são os ratos de mata, e não as espécies comuns de cidades, como as ratazanas.

Os sintomas iniciais da patologia podem ser confundidos com outras enfermidades, manifestando-se por meio de febre alta, dores no corpo e náuseas. No entanto, o quadro clínico no território nacional costuma evoluir para a síndrome cardiopulmonar, uma condição severa que provoca insuficiência respiratória grave e alterações na pressão arterial. O monitoramento permanece constante, especialmente diante do alerta global gerado pelas mortes ocorridas no navio MV Hondius no Oceano Atlântico.

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