Mãe em SC gasta R$ 11 mil em figurinhas da Copa para filho e viraliza com lucro inesperado
Comerciante investiu R$ 11,2 mil para adquirir 14 mil figurinhas e transformou hobby em estratégia de vendas lucrativa após vídeo viralizar.

Comerciante de Santa Catarina investe mais de R$ 11 mil em pacotes de figurinhas da Copa para família e acaba criando fenômeno de vendas. Vídeo com 14 mil cromos viralizou, impulsionando lucro com itens raros que podem custar até R$ 500 cada.
Uma estratégia inusitada de marketing aliada ao desejo de realizar o sonho das crianças da família transformou a rotina de uma comerciante em Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Catrini Nunes, proprietária de uma loja voltada ao público geek, investiu a impressionante quantia de R$ 11,2 mil para adquirir 2 mil pacotes de figurinhas da Copa do Mundo, totalizando 14 mil cromos. O objetivo inicial era garantir que seu filho e sobrinhos conseguissem completar os cobiçados álbuns do torneio mundial, mas a iniciativa acabou se transformando em um fenômeno viral nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações e impulsionando os negócios da família de forma inesperada.
O cenário que chamou a atenção dos internautas mostrava as crianças literalmente rodeadas por uma montanha de papéis coloridos e envelopes abertos. A divulgação do vídeo, que inicialmente pretendia apenas atrair clientes das cidades vizinhas para o estabelecimento físico, rompeu as fronteiras regionais e atingiu repercussão nacional. Para viabilizar a compra em larga escala, Catrini utilizou sua condição de comerciante para obter um desconto de 20% na aquisição do lote maciço. O investimento, que para muitos poderia parecer excessivo apenas pelo aspecto lúdico, revelou-se uma decisão financeira estratégica, já que a loja passou a comercializar as figurinhas repetidas tanto presencialmente quanto por plataformas online.
A dinâmica do mercado de colecionáveis, em especial durante o período da Copa do Mundo, permite que itens específicos alcancem valores muito superiores ao custo nominal do pacote. Segundo Catrini, o lucro e a viabilidade do negócio residem na identificação das chamadas "extra stickers" ou "legends". Essas figurinhas especiais, que possuem variantes em cores como lilás, bronze, prata e ouro, podem ser vendidas individualmente por valores que variam entre R$ 50 e R$ 500, dependendo da raridade do cromo e da importância do jogador representado. Essa variação de mercado cria um ecossistema próprio de compra, venda e troca que movimenta milhares de reais entre colecionadores ávidos por completar suas coleções com itens exclusivos.
O sucesso da publicação original foi tão avassalador que o estoque inicial de 14 mil figurinhas foi rapidamente esgotado. Diante da alta demanda gerada pela visibilidade digital, a empresária precisou realizar novas encomendas para suprir a procura dos clientes que passaram a frequentar a loja em busca de números específicos. Estima-se que, após o vídeo viralizar, mais de 5 mil pacotes tenham sido comercializados apenas nesta unidade de Sombrio. A trajetória do investimento mostra como o engajamento em redes sociais pode transformar um hobby familiar em um case de sucesso comercial, aproveitando o apelo emocional e a paixão nacional pelo futebol para gerar faturamento e visibilidade para pequenos negócios.
Para o leitor brasileiro, esse caso ilustra a febre que o álbum de figurinhas da Copa do Mundo desperta em diferentes gerações, movendo não apenas crianças, mas também adultos que enxergam no colecionismo uma forma de investimento ou de conexão social. Além do aspecto financeiro, a história reforça a importância da adaptação digital para o comércio local. O próximo passo da família agora envolve a gestão desse novo fluxo de clientes e a manutenção das vendas online, que continuam aquecidas enquanto durar o interesse pelo torneio. A experiência de Catrini serve de exemplo sobre como identificar oportunidades em nichos de mercado e transformar um gasto considerável em uma operação lucrativa e de grande exposição pública.






