Justiça torna réu homem acusado de matar ex-namorada em joalheria no Grande ABC
Justiça de SP marca audiência de instrução para definir se o acusado de assassinar vendedora em shopping irá a júri popular.

A Justiça aceitou a denúncia contra Cássio Henrique da Silva Zampieri, que virou réu pelo assassinato de Cibelle Monteiro Alves dentro de um shopping em São Bernardo do Campo. Além da decisão, foi marcada a primeira audiência para decidir se o acusado irá a júri popular.
A Justiça de São Paulo acatou a denúncia e tornou réu Cássio Henrique da Silva Zampieri pelo assassinato de sua ex-companheira, Cibelle Monteiro Alves. O crime ocorreu no final de fevereiro em uma joalheria situada no interior do Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo. A vítima, que trabalhava como vendedora no local, foi atacada com golpes de faca e não resistiu aos ferimentos. O acusado permanece sob custódia desde o dia do ocorrido e agora responderá formalmente por feminicídio.
De acordo com o cronograma processual, uma audiência de instrução foi agendada para o dia 18 de março no Fórum Criminal da cidade. Nesta fase, o Judiciário ouvirá os depoimentos de testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além de interrogar o réu. O procedimento é fundamental para determinar se existem provas suficientes para que o caso seja levado a julgamento por júri popular, momento em que a sociedade decide sobre a condenação.
As investigações apontam que o crime foi motivado pelo fato de o agressor não aceitar o término do namoro de cinco anos, após descobrir que a jovem estava em um novo relacionamento. Segundo o Ministério Público, Cássio já perseguia a ex-namorada e ignorava medidas protetivas expedidas anteriormente. No dia do feminicídio, ele entrou no estabelecimento comercial portando uma faca e um simulacro de arma de fogo, sendo contido pela polícia após negociações que terminaram com ele baleado na perna.
Documentos e arquivos revelados durante o inquérito mostram um histórico de violência psicológica e ameaças fatais enviadas por mensagens e até transferências bancárias. A vítima havia registrado diversos boletins de ocorrência por violência doméstica e manifestava temor pela própria vida, relatando que a proteção judicial parecia insuficiente diante da obsessão do réu. Agora, o processo caminha para definir a responsabilidade criminal definitiva do acusado diante das evidências de premeditação apresentadas.





